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Abelardo de la Espriella venceu as eleições presidenciais na Colômbia, derrotando o candidato do atual presidente Gustavo Petro, em um resultado apertado que reflete uma onda conservadora na América Latina. Essa tendência é atribuída, em parte, ao corte de recursos da Usaid que favoreciam ONGs de esquerda. A insatisfação popular com os governos de esquerda, que falharam em oferecer melhorias econômicas e segurança, tem impulsionado candidatos de direita, como Flávio Bolsonaro no Brasil, que propõe um plano rigoroso contra o crime organizado.
Abelardo de la Espriella ganhou a eleição para presidente na Colômbia, enfrentando o candidato do atual presidente, Gustavo Petro, um radical de esquerda. Foi um resultado bastante apertado, como no Peru, onde o triunfo de Keiko Fujimori se tornou irreversível. A direita vem conseguindo vitórias importantes na América Latina, isolando os países ainda sob governos socialistas, como Cuba, Venezuela, Nicarágua e Brasil.
Alguns acham que essa onda conservadora se deve ao fim da Usaid, que mandava recursos para ONGs que muitas vezes agiam para favorecer a esquerda radical. Ao fechar essa torneira, Trump teria cortado o acesso da esquerda aos fundos americanos de fachada. É um ponto, e sem dúvida pode ter tido algum impacto. Basta lembrar de Mike Benz mostrando dados estarrecedores de repasses da Usaid para interferir nas eleições brasileiras de 2022.

Mas certamente isso não encerra a questão. O fato é que os governos de esquerda são incapazes de entregar aquilo que realmente importa para a população: bons resultados. Seja na área econômica, seja na questão da segurança pública, o povo deseja mudança depois de anos de esquerdismo. E esses candidatos vencedores souberam explorar bem esse discurso, muitos mencionando o caso bem-sucedido de Bukele em El Salvador.
Nesse sentido, Flávio Bolsonaro acerta ao divulgar o Plano Brasil Sem Medo, com 12 eixos para endurecer contra os marginais. As facções criminosas passariam a ser tratadas como terroristas, acompanhando a classificação que os Estados Unidos deram e que Paraguai e Argentina já usam. A maioridade penal seria reduzida para 14 anos, aproximando o Brasil do restante do mundo. Haveria mais tropas das Forças Armadas nas fronteiras, por onde entram armas e drogas. Haveria investimento na construção de presídios de segurança máxima. Abusadores sexuais sofreriam castração química. Seria decretada tolerância zero com o feminicídio. Teria aumento de patrulhamento nos portos e aumento de verba de segurança em geral. Seria criado um sistema nacional de reconhecimento facial. O auxílio presidiário acabaria, assim como a progressão de pena para crimes hediondos.
E, por fim, o projeto menciona o roubo de celulares, dando destaque a essa modalidade de crime comum que vem infernizando a população. O texto ressalta que a prática criminosa é desprezada pelo atual governo e não tem o devido rigor previsto em lei. Para reverter essa realidade, a proposta seria quadruplicar a pena, que passaria a ser sem progressão de regime, para quem furta, rouba ou revende os aparelhos frutos das ações criminosas.

Todos os pontos vão na direção de aumentar o custo do crime, como deve ser. O economista Gary Becker já mostrou que a marginalidade conta com cálculos racionais de custo-benefício, e por isso mesmo é importante elevar os custos e reduzir os benefícios, tornar a escolha pelo crime uma escolha mais arriscada. Isso só é possível com maior punição aos envolvidos.
O cenário da Colômbia e do Peru deve, portanto, se repetir no Brasil. De um lado, o candidato que banaliza roubo de celular e que chama traficante de “vítima do usuário”. Lula veste literalmente o boné do CPX, logomarca do crime organizado, e sobe favela sem a necessidade de escolta policial. Do outro lado, teremos, ao que tudo indica, o senador Bolsonaro, com um discurso diametralmente oposto no campo da segurança pública.
Além disso, há o aspecto econômico. A esquerda sempre falha em entregar uma condição de vida melhor para a população, até porque comemora mais gente dependendo de assistencialismo estatal. A perda do poder de compra da moeda é sentida a cada ida ao mercado, e os indicadores do maquiador Pochmann no IBGE seguem perdendo credibilidade. O povo sente no bolso que a promessa de “chuva de picanha” era puro estelionato eleitoral.
Juntando isso, seria natural imaginar que a direita tem grande vantagem na disputa. Mas essas eleições mostram como a esquerda radical ainda consegue enganar — ou intimidar — muita gente. O uso da máquina estatal é uma ferramenta poderosa também. Não se pode jamais subestimar a força da esquerda numa eleição latino-americana.
Por fim, Trump deu um endosso explícito e público ao candidato direitista Abelardo de la Espriella antes do segundo turno, descrevendo-o como um “líder inteligente, forte e duro” com “apoio político” a ele. Trump também criticou o rival de Espriella (Iván Cepeda, aliado de Gustavo Petro) como um “marxista de esquerda radical” e destacou que a vitória de Espriella melhoraria as relações entre Colômbia e EUA. Será que o presidente americano vai fazer o mesmo na eleição brasileira? Recentemente, ele divulgou um texto da NewsMax que alertava que a eleição brasileira será o grande teste para a direita na região. Será que só o Brasil ficará de fora dessa onda conservadora? Tomara que não!

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Caro Constantino, você redigiu com maestria uma excelente síntese sobre a situação dessa tendência do pêndulo estar movendo-se para a Direita. Orando para todos os Poderosos do Olimpo Divino para que Brasil castigado e anêmico fique azul em 2027 e que os mamadores busquem novos meios de subsistência e as verbas públicas voltem para a retomada do progresso da Nação e seu povo com equidade e justiça cega!