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O novo mapa do agro brasileiro

Os números superlativos do setor demonstram que o brasileiro sabe plantar, como plantar, o que plantar — e entende disso como poucos

Cacau é Bahia. Café? São Paulo. Gado é Rio Grande do Sul. Soja e trigo? Mato Grosso. Essas associações imediatas compõem o mapa do agronegócio desenhado por muitos brasileiros na própria cabeça. Será que ele corresponde à realidade atual?

Nos últimos 40 anos, enquanto a área ocupada pela agricultura brasileira aumentou pouco mais de 30%, a produção agrícola registrou um crescimento de quase 400%. Isso não significa apenas que o país produziu mais sem aumentar a área plantada na mesma proporção. Também demonstra que o brasileiro sabe plantar, como plantar, o que plantar — e entende disso como poucos.

Há alguns anos, depois de ultrapassar o Canadá, o país se tornou o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia (que congrega 27 nações). O Brasil é responsável por 80% das exportações mundiais de suco de laranja. É também o primeiro no ranking do açúcar, da carne bovina, da carne de frango, do café, do tabaco e do álcool. Com a soja e o milho, o país ganha a medalha de prata. Por conta desses e outros resultados, a expressão “grande celeiro do mundo” já é e tem tudo para continuar a ser uma realidade.

Enquanto a maior parte dos países ocupa de 20% a 30% do território com agricultura — os integrantes da União Europeia oscilam entre 45% e 65% —, os agricultores brasileiros cultivam menos de 8% do mapa nacional. Dos mais de 850 milhões de hectares, cerca de 66% estão cobertos por vegetação nativa. Somadas apenas as áreas de preservação ambiental localizadas nos imóveis rurais, o tamanho alcançado equivale a dez países da Europa juntos: Irlanda, Reino Unido, Portugal, Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Áustria e Itália.

Anualmente, o Brasil produz 240 milhões de toneladas de grãos, 41,5 milhões de toneladas de frutas, 665 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 33,6 bilhões de litros de leite, 40 milhões de toneladas de mel e 4 bilhões de dúzias de ovos. Em 2019, foram abatidos 40 milhões de bovinos, 37 milhões de suínos e 6 bilhões de aves. Ao todo, são cultivados em solo nacional quase 550 produtos agrícolas. Esses e outros números fazem do agronegócio um impressionante caso de sucesso.

Veja se você conhece o atual mapa do agro brasileiro. Qual é o Estado que mais produz os itens relacionados abaixo?

Sobre o tema, leia também:
“O produtor rural é quem mais preserva o meio ambiente”

“O extraordinário momento do agronegócio”
“Uma fake news amazônica”

“A pecuária dá uma aula contra o desperdício”

 

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29 comentários

    1. Caro Marcos, a reportagem se propõe justamente a mostrar como o “mapa do agronegócio” que muitas pessoas desenham em suas cabeças e que um dia pode ter sido desta maneira, mudou.
      Sim, Minas hoje é café e, Mato Grosso, gado, como está na enquete localizada no fim da matéria. Abraços

      1. Sou assinante de oeste muito antes de vc OTÁRIO.

      2. Isso só prova que vc é um INFILTRADO HÁ MUITO MAIS TEMPO do que ele pensava, Ainda acha que o OTÁRIO é ele, boneca ?

      3. Esqueci de comentar que mesmo acompanhando o Agro há quase 50 anos ,acertei 22 das 30 respostas.

      4. Brasil é Agro , sensacional
        Salvação da pátria
        Que futebol que nada

    2. Com o aumento da fome no mundo, será imoral manter a atual imobilização do território.
      O percentual de área destinada à agricultura terá que aumentar por uma questão de humanidade.

  1. Tudo maravilha mas o agronegocio precisa mostrar que defende o meio ambiente. Até agora foram destruidores com enormes queimadas. Se sabem produzir sem agredir.. . FFalta mmostrar isso. Faltam as evidências.

      1. Concordo. Ou não sabe o que são evidências, ou não lê metade do que devia. Recomenda-se a leitura do artigo “O pior cego” de Nelson Rodrigues. Mas…talvez não entenda. Vale tentar.

    1. Ou vc. é que precisa de ÓCULOS NOVOS, ESCOLHER MELHOR SUAS LEITURAS, FAZER UM FAXINA NA SUA CABEÇA E PRESTAR BASTANTE ATENÇÃO – NA QUANTIDADE GIGANTESCA – DE EVIDÊNCIAS QUE VÃO SAIR DE DENTRO DELA. Coitada, vc. tem maltratado demais a pobre coitada… só lavar por fora de vez em quando, não basta….

    2. Rutuolo! vc. de novo ? Dá um tempo, cara. Vai trocar e.mail com a Gleice Hoffman a “amante”, ou com a Benedita da Silva. O Lula não está disponível – ele está em lua de mel em Cuba…lançando moda com a nova escadinha dele. Ou vai recriar o PT…faça alguma coisa útil, cara. Mas deixa a gente em paz. Vc. é estúpido, insuportável e inconveniente, como todo comunista.

  2. Sobre as grandes queimadas: (i) a cana de açúcar é hoje colhida crua, sem uso do fogo como no passado, (ii) a semeação das culturas até a década de 1970 baseava-se no uso do fogo e lavração do solo, hoje usa-se o plantio direto e (iii) o fogo era usado para reduzir a infestação de carrapatos das pastagens, substituída pela aplicação de defensivos nos animais (carrapaticida).

    1. O fogo é usado até hoje no Havaí, antes do corte da cana. Colheita por máquina só em terreno plano, mas já estão desenvolvendo máquinas para terrenos com alguma inclinação.

  3. Eu acompanho o agro negócio há quase 50 anos,muitos se esquecem de dizer que o Brasil do agro negócio se divide em antes da Embrapa e depois da Embrapa,que foi exatamente o que proporcionou essa mudança a que se refere a reportagem .
    O Brasil sim senhores entende como poucos de Agronegócio.

  4. Bom artigo. Exceto, é claro, para aqueles que não acompanham a evolução dos processos agrícolas. E acreditam nas baboseiras que se tornam lendas. Paciência. O agronegócio segue pujante a despeito de tudo isso.

  5. Bom texto. Existiu uma fase onde as pessoas das grandes cidades debochavam de quem era do interior, um ser ignorante e miserável.
    Hoje mudou tudo com a tecnologia e a renda no campo cresceu mais do que nas cidades industrializadas e poluidoras. A consciência ambiental já é uma norma inquestionável no agronegócio e o canal de tv também não é mais o mesmo…

  6. O texto é bom e traz um rápido panorama da força e importância do agronegócio para o Brasil e o mundo.
    Totalmente desnecessários são os comentários grosseiros de alguns leitores. Para que?

  7. Para complementar, é preciso assistir a palestra do Evaristo de Miranda, Chefe Geral da EMBRAPA territorial com o título “Meio Ambiente: proteção, preservação e produção de alimentos”. É bom avisar que “progressistas” saudosos das verbas para seus projetinhos já estão tentando cancelar o Dr Evaristo.
    https://youtu.be/oDixTvtEsx8

    1. Um ponto a ser destacado, pesquisas científicas não só dá Embrapa,mas de outros institutos, só para citar um: Biológico na cidade de São Paulo, aumentaram muito a produtividade de nossa imensa agricultura.Com agrotóxicos certeiros no combate de pragas que atrasavam o nível das colheitas.Isso é feito atualmente com pesquisadores que dedicam suas vidas em trabalhos científicos,muitas vezes com a ajuda financeira de outros países.Quem pode me responder porque não se fala mais da ferrugem do café aqui em São Paulo e Minas Gerais?.Tese de doutorado defendida no CENA por Sylvia GUZZO, envolvendo sequenciamento genético e DNA de plantas colhidas em plantações de café em São Paulo.Somente sei pois estava presencialmente na defesa de sua tese em auditório lotado por estudiosa da área não só do Brasil mas do exterior.

  8. Acho a matéria muito importante, até porque o agronegócio tem uma importante econômica e estratégica para o Brasil gigantesca.
    Gostar de saber mais: tecnologia aplicada ao aumento da produtividade, relações internacionais para viabilizar o crescimento da oferta, desenvolvimento de ciência no agronegócio e como os governos tem apoiado ou atuado nisso, como poderíamos investir no agronegócio ao invés de apenas colocar dinheiro no banco buscando rentabilidade de títulos públicos, etc.

  9. Por que todo reacionário é ignorante? Revoltado e ao mesmo tempo imbecil. Bate na mesma tecla e não consegue ver o óbvio. Ciclo vicioso. A vida é bela meus amigos. Vejam os pontos positivos de tudo, com base na história. Contra fatos não sobrevive nenhum argumento.

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