Deputado federal Daniel Silveira | Foto: Michel Jesus
Deputado federal Daniel Silveira | Foto: Michel Jesus

Um deputado é o alvo predileto do carcereiro fora da lei

Alexandre de Moraes inventou o perseguido político meio preso e meio solto

Éimprovável que a Guerra das Malvinas tivesse acontecido se o general Leopoldo Galtieri, ditador da Argentina, não fosse tão parecido fisicamente com o ator George C. Scott, que interpretou no cinema a figura do general George Patton, que fez bonito na Segunda Guerra Mundial. Em 2 de abril de 1982, o tirano portenho exagerou no uísque, meteu na cabeça que era uma reencarnação do militar americano, decidiu que chegara a hora de retomar da Inglaterra o arquipélago que só o país vizinho chama de Malvinas e ordenou a invasão das ilhas que o resto do mundo chama de Falkland. A Marinha britânica topou o desafio, atravessou o oceano com um filho da rainha Elizabeth na nau capitânia e liquidou a pendência a tiros de canhão. Galtieri rendeu-se em 14 de junho, renunciou ao poder quatro dias depois e sumiu na poeira da História até morrer, em 2002. Confundir o intérprete com o personagem é um perigo.

O general argentino Leopoldo Galtieri e o ator americano George C. Scott | Fotos: Divulgação

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, acha-se parecido com o ator Yul Brynner, que em 1960 fez bonito no papel do pistoleiro do bem Chris Adams em Sete Homens e um Destino. (O título original é ainda mais excitante: The Magnificent Seven. A tradução literal resultaria em algo como Os Sete Magníficos, Os Sete Gloriosos, Os Sete Soberbos ou Os Sete Grandiosos. Não é pouca coisa.) O protagonista, vivido por Brynner, é contratado por moradores de um lugarejo na fronteira com o México, atormentados pela opressão da quadrilha chefiada pelo brutal Calvera, e cumpre a missão de libertá-los da rotina de violências liderando outros seis anti-heróis. Pelo que anda fazendo, Moraes também parece enxergar no espelho não um sósia de Yul Brynner, mas um Chris Adams de toga.

Alexandre de Moraes e o ator russo Yul Brynner | Fotos: Divulgação

Os acordes da lira do delírio que já há alguns anos ditam o ritmo da trilha sonora do STF se tornaram especialmente agudos quando Dias Toffoli, então presidente da Corte, promoveu Moraes a gerente do inverossímil inquérito das fake news. Impetuoso como um Leopoldo Galtieri à paisana, o ministro fez da maluquice conhecida como “inquérito do fim do mundo” a arma mais letal na guerra contra solertes inimigos do STF, das instituições e da democracia. Na fase de aquecimento, o juiz durão pendurou no peito uma imaginária estrela de xerife para censurar revistas digitais, intimar meia dúzia de possíveis admiradores de ditaduras e colocar na alça de mira sites infectados por ideias caras ao presidente Jair Bolsonaro. No passo seguinte, Moraes procurou inibir com arbitrárias temporadas na cadeia quem usa a internet para criticar o Supremo. No começo deste ano, acumulando os papéis de vítima, investigador, acusador e juiz de todos os processos que tratem de fake news, a versão nativa de Chris Adams enfim encontrou seu Calvera na figura de Daniel Silveira, eleito deputado federal em 2018 pelo PSL do Rio de Janeiro.

O mais imbecil dos alunos da pior faculdade de Direito do Brasil sabe recitá-la em latim, vertê-la para o português e apreender o significado da frase que resume um irrevogável mandamento jurídico: Nullum crimen nulla poena sine praevia lege. Perfeito: “Não há crime nem pena sem lei anterior que o defina”. O gordo currículo de Alexandre de Moraes avisa que o futuro jurista deve ter declamado esse latinório dois minutos depois de aprender a falar. O autor de uma pilha de livros sobre temas associados ao Direito Constitucional está cansado de saber que um “mandado de prisão em flagrante”, como o que expediu para engaiolar Silveira, tem o mesmo valor de uma cédula de R$ 4. Sabe que o instituto da imunidade parlamentar impede que um integrante do Congresso seja punido por palavras que pronunciou ou escreveu, opiniões que emitiu ou votos que efetivaram alguma opção. Sabe que a proibição de ser juiz em casos em que se é vítima é um dos pilares do Poder Judiciário. Mas Moraes também sabe que, no Brasil destes tempos estranhos, ministros do Supremo são tão inimputáveis quanto os bebês de colo, os índios de tribos isoladas ou os Napoleões de hospício.

Aos olhos das autoridades americanas, o jornalista apenas exerceu o direito à liberdade de expressão

Disposto a tudo para mostrar quem manda no País do Carnaval, o ministro resolveu que a melhor maneira de manter a democracia intocada era mandar às favas o Estado Democrático de Direito. Inventou o flagrante perpétuo, demitiu por justa causa a imunidade parlamentar, exonerou princípios jurídicos seculares, atropelou cláusulas pétreas da Constituição e, com a insolência de um fora da lei de nascença, deformou o Código Penal e o Código de Processo Penal com interpretações paridas às pressas. Ao concluir as manobras que resultaram no encarceramento de Daniel Silveira, Moraes havia ressuscitado a figura do preso político, incompatível com o regime que simultaneamente louva e espanca. Óscar Arias, ex-presidente da Costa Rica contemplado com o Prêmio Nobel da Paz, ensina que “não existem presos políticos nas democracias. Se houver algum, o país não é democrático”. Na América Latina, só há presos políticos em Cuba, na Venezuela, na Nicarágua e, graças ao STF, no Brasil.

No momento, permanecem ilegalmente na cadeia o ex-deputado Roberto Jefferson e o caminhoneiro Zé Trovão. O jornalista Allan dos Santos teria engordado a lista se não estivesse vivendo nos Estados Unidos. Para abrandar a frustração, o carcereiro compulsivo transformou Allan em foragido, determinou sua inclusão nos cartazes da Interpol e solicitou à Justiça americana que o extraditasse. Só então descobriu que o tratado subscrito pelo Brasil e pelos Estados Unidos restringe a extradição a autores de atos considerados criminosos por ambos os países. Aos olhos das autoridades americanas, o jornalista apenas exerceu o direito à liberdade de expressão. Se o caso chegasse à Corte Suprema dos EUA, Alexandre de Moraes é que viraria réu por abuso de autoridade. E acabaria enquadrado nos artigos que tratam de juízes que perseguem e punem — sem a indispensável participação do Ministério Público, sem o acesso dos advogados aos autos, sem o devido processo legal, sem o direito de ampla defesa — quem ousar dizer ou escrever coisas que pareçam ofensivas a algum titular do Timão da Toga ou à equipe inteira.

No começo desta semana, ao decretar o fim da “prisão preventiva” de Daniel Silveira, o ministro deixou claro que é ele o seu perseguido predileto. Se fosse assaltado por um surto de humildade, reproduziria a grande imagem de Nelson Rodrigues: sentado no meio-fio, estaria chorando lágrimas de esguicho e pedindo perdão aos transeuntes. Se não fosse um prepotente de berço, ele simplesmente determinaria a soltura do deputado — e ponto final. Em vez disso, mostrou que nunca perde a chance de afrontar a sensatez, zombar dos genuínos juristas e esticar as filas que se estenderão, no próximo Carnaval, diante das barracas abarrotadas de máscaras que simularão a carranca do campeão de impopularidade. “Os atos criminosos cometidos pelo réu são gravíssimos”, reiterou Moraes, “e ainda serão julgados pelo plenário do STF.”

Tais atos, fantasiou, “não só atingiram a honorabilidade e constituíram ameaça ilegal à segurança dos ministros do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, como se revestiram de claro intuito de tentar impedir o exercício da judicatura, notadamente a independência do Poder Judiciário e a manutenção do Estado Democrático de Direito, em claro descompasso com o postulado da liberdade de expressão, dado que o denunciado propagou a adoção de medidas antidemocráticas contra a CORTE, insistiu em discurso de ódio e a favor do AI-5 e de medidas antidemocráticas”. O falatório pernóstico não resiste a três ou quatro perguntas em língua de gente. Por exemplo: se os exageros verbais de Silveira foram “crimes gravíssimos”, em qual categoria figuram as medonhas execuções perpetradas por bandidos que o Supremo vive soltando? Onde o ministro enxergou a iminente interrupção do funcionamento do Judiciário? Em que trecho de qual código está escrito que ameaças não consumadas dão cadeia? Se sentir saudade do AI-5 é caso de polícia, que castigos merecem os que amam a ditadura do proletariado?

A continuação da conversa fiada ressalvou que a soltura chegaria escoltada por duas “medidas cautelares”, e com isso Moraes conseguiu inventar uma brasileiríssima cretinice: o meio solto e meio preso. O deputado poderá sair de casa, tomar café no bar da esquina, engraxar os sapatos, até mesmo bronzear-se na praia, tudo isso liberado da tornozeleira eletrônica. É provável que logo esteja percorrendo os corredores da Câmara (que endossou sua prisão por 364 votos contra 130) e concedendo entrevistas. Mas não poderá fazer tudo o que é permitido aos demais beneficiários do direito de ir e vir. A primeira restrição o proíbe de “ter qualquer forma de acesso ou contato” com outros investigados no inquérito do fim do mundo, a menos que também sejam deputados federais. A segunda medida cautelar é um desfile de minúcias amalucadas. O meio preso e meio solto está proibido de “frequentar toda e qualquer rede social, em nome próprio ou ainda por intermédio de sua assessoria de imprensa ou de comunicação e de qualquer outra pessoa, física ou jurídica, que fale ou se expresse e se comunique (mesmo com o uso de símbolos, sinais e fotografias), em seu nome ou indiretamente, de modo a dar a entender esteja falando em seu nome ou com o seu conhecimento, mesmo tácito”.

Proibir o acesso de um deputado federal a redes sociais equivale a condená-lo à derrota na tentativa de reeleger-se. É precisamente esse o objetivo do advogado formado pela Faculdade do Largo de São Francisco que foi promotor público, procurador-geral do Estado, supersecretário na administração do prefeito Gilberto Kassab, secretário de Justiça e depois da Segurança Pública em dois mandatos do governador Geraldo Alckmin e já parecia a caminho da precoce aposentadoria política quando o destino se somou à sorte e à esperteza para colocá-lo na antessala de um gabinete no Supremo Tribunal Federal — o sonho perseguido desde o berçário. Ele era secretário de Segurança do governo paulista quando comandou com a discrição necessária a localização e captura do hacker que invadira o celular de Marcela Temer, mulher de Michel Temer. A gentileza seria retribuída depois que o impeachment da presidente Dilma Rousseff instalou no Palácio do Planalto o marido agradecido. Promovido a ministro da Justiça, acabou transferido para o outro lado da Praça dos Três Poderes graças à vaga aberta pela morte de Teori Zavascki.

Para surpresa do doutor em Direito Constitucional Alexandre de Moraes, o político Alexandre de Moraes topou virar juiz do STF antes que Temer terminasse de formular o convite. Na tese que apresentou ao concluir o curso de doutorado na Universidade de São Paulo, o atual ministro sustentou que deveria ser abolida a indicação para o Pretório Excelso de quem ocupa um cargo de confiança do presidente da República. “A vaga na Corte não se presta a demonstrações de gratidão política, nem pode servir de prêmio pessoal para demonstrações de fidelidade político-partidária”, argumentou o premiado pela fidelidade a Michel Temer. Se o Moraes de toga tivesse compromisso com o que escreveu no século passado o Moraes de terno, não teria concordado com a transformação do STF num simulacro de vara criminal que julga questões sem quaisquer vestígios de parentesco com as reais atribuições da Corte. No livro Constituição do Brasil Interpretada, o futuro carcereiro supremo afirmou que o STF deveria ser “um tribunal exclusivamente constitucional, deixando de atuar como última instância em causas variadas”. Se ainda pensasse como o homônimo que existiu no século 20, não estaria piorando a imagem da Corte com o caso Daniel Silveira. (E tampouco teria determinado, como fez há dias, o afastamento da presidência nacional do PTB do ex-deputado federal Roberto Jefferson, outro hóspede involuntário do seu cativeiro particular.)

Nosso Chris Adams de chanchada cavalga rumo ao destino em companhia de cinco homens (Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin) e uma mulher (Cármen Lúcia, que se reveza com Rosa Weber). Pelo desempenho do elenco, pode estar em gestação um clássico do faroeste à brasileira, que sempre termina com o triunfo dos bandidos. No filme de 1960, a vitória do personagem interpretado por Yul Brynner livra os habitantes indefesos da submissão a uma quadrilha. Na versão protagonizada pelo Chris Adams de toga, graças às proezas dos sete cavaleiros do Apocalipse brasileiro, o bandido Calvera pode virar xerife do vilarejo.

Com reportagem de Cristyan Costa.

Leia também “O terrorista tapeou o doutor em fake news”

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65 comentários Ver comentários

  1. Excluindo-se a possibilidade de fetiche, e a auto evidente ausência de base jurídica, o tratamento dispensado ao deputado é algo inexplicável.

  2. Excelente artigo esse do Auguro Nunes.
    Infelizmente hoje no Brasil o maior Câncer se chama STF, ou trocam os integrantes ou eles acabam com o Brasil.

  3. QUEM OUVE ESSE CIDADÃO, QUEM ANALISA SEUS ATOS JURÍDICOS E SUA ARGUMENTAÇÃO QUE BEIRA O RIDÍCULO ATÉ PARA OS MENOS ESCLARECIDOS TEM MUITA DIFICULDADE DE ENTENDER COMO ELE PODE TER ESCRITOS LIVROS SOBRE QUALQUER COISA, INCLUINDO LIVROS DE RECEITAS DOMÉSTICAS.

  4. Augusto Nunes é brilhante.
    Perfeita análise de uma atuação digna de vaias e impropérios.
    Tenho dúvidas sobre o que publicou esse “xandão” antes de “virar” juiz, me pergunto se não copiou de alguém porque achou o texto bonito e inteligente.
    Ninguém muda sua forma de pensar tão radicalmente, algum vestígio de sobriedade e sensatez permaneceria se fora real.

  5. Minha dúvida: Porque só o STF pode jogar fora das quatro linhas? O STF interfere na Câmara dos Deputados, no Senado e no Executivo e ninguém pode interferir nele?
    Não consigo ver lógica nisso e nem o motivo do porque todos os poderes exaltam o STF depois de qualquer turbulência. O que vejo na prática é que o Brasil só tem um poder: O STF, pois os demais são seus subalternos.

  6. Parabéns Augusto, sempre cirúrgico e verdadeiro. O país está convivendo com um Congresso, que se não for o mais corrupto, é com certeza o mais covarde a que se tem notícia.

  7. Vivemos um tempo muito difícil!!!!! Precisamos que o Senado Federal cumpra com suas responsabilidades impedindo estas arbitrariedades do STF, e a população pode contribuir renovando 1/3 dos senadores em 2022. Como? É só não eleger candidatos sem processos na justiça (sejam como processados, processantes ou advogados)!

  8. É abs surreal o procedimento irracional de um sujeito guindado a ministro de uma suprema corte qualquer. Não existe e deveria ser punido com o afastamento de suas atividades. Uma comissão julgadora da correção dos juízes.

  9. Augusto, de tantos textos maravilhosos, esse ocupará um lugar de destaque na sua obra. De forma magistral você aponta o quão grotesco, patético e vil é esse personagem tirânico e odioso chamado Alexandre de Moraes. Que ele seja ridicularizado pelo Brasil inteiro, vamos coloca-lo no seu devido lugar, vamos rir da cara desse medíocre e mostrar que um ditadoriznho de toga não vai intimidar a maioria da população. A nós, cabe eleger um Senado melhor e mais sério, capaz de expurgar um verme como esse da sua cadeira, quando necessário. É o único caminho constitucional.

  10. Os paralelos históricos narrados pelo Mestre, com “M” maiúsculo, Augusto Nunes, são tão brilhantes e coerentes que dói na alma a sensação de impotência que aflora em quem ama a liberdade e a Constituição.

  11. Alguém normal que usa a pena e o microfone para denunciar o óbvio. Augusto, continues na luta. Pensamos como tu! Que bom que estás aí.

  12. Tudo isso só está acontecendo porque o covarde do Bolsonaro, não usou as forças armadas para invadir o STF e tirar de lá aqueles biltres esquerdistas. Covarde bravateiro!

    1. Bravata é uma proposta dessa – invasão do STF pelas Forças Armadas – como medida de força para a qual elas na foram constituídas. Não é esse o propósito das FA. Não é por que Bolsonaro seja, constitucionalmente, o chefe das Forças Armadas que elas obedecerão a qualquer tipo de ordem. Se concordamos todos com o que disse o Augusto Nunes, não serão soluções inconstitucionais que irão resolver essa questão. Qualquer movimento nesse sentido seria tudo que a turba espera para derrubar o Presidente.

  13. ATÉ QUANDO VAMOS SÓ CHORAR PELAS SACANAGENS DO STF?
    POR FAVOR, LEIA O ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO E COMECE A LUTAR PELO ESTATUTO DA MAGISTRATURA, QUE O STF, NA PRIMEIRA GRANDE SACANAGEM CONTRA O ESTADO DE DIREITO INSISTE HÁ MAIS DE 30 ANOS EM NÃO ELABORAR!!!!
    QUEIXAS NÃO ADIANTAM MAIS!!!

  14. Agradeço por descreveres tão claramente a nossa triste realidade e entendi que estamos todos ilegalmente nas mãos dos ministros do STF devido a nossas escolhas políticas no passado, afinal 7 ministros foram escolhidos pelos ex presidentes petistas e gostaria de saber porque os ministros do STF agem assim pois me parece que a longo prazo a nossa democracia pode ser afetada.
    Sou apenas um a mais do povo e queria entender, pois parece que enquanto nós brasileiros continuarmos sendo influenciados e enganados por políticos desonestos e seus marqueteiros com suas enganosas descrições dos candidatos e continuarmos recebendo uma educação doutrinária a serviço dos interesses partidários e continuarmos dizendo que “não gosto de política” seremos sempre a manada manipulada e indo para o corredor do fim, sinto medo.

  15. Uma pena só existir u’a maneira para represar e conter os absurdos deste tribunal, ou seja, uma ação do Congresso fazendo valer o manda a Constituição. Ou esta única opção estaria prejudicada por absoluta falta de interesse, ou melhor, por interesse mesmo em não mudar nada?

  16. Ler e poder assistir Augusto Nunes e cia. é um alento nos dias de hoje … que texto sensacional … o mais triste é ver todos esses absurdos e saber que não vai acontecer nada com esse sujeito, que, juntamente com seus pares, estão rasgando a Constituição e apequenado cada vez mais o STF …

  17. Texto delicioso! Essas referências comparativas q Augusto faz são sempre maravilhosas. Augusto representa a verdadeira imprensa.

  18. Esse Sujeito, para praticar tais barbaridades, só pode ter “costas quentes” e tem: Busca legitimidade para seus atos na velha imprensa e nos políticos de esquerda. Alguém precisa avisar-lhe que a velha mídia está estertorando e vai acabar. Ele também precisa saber que a esquerda perdeu as eleições e que o poder vigente – que recebeu o batismo das urnas – é centro direita, cioso no respeito a constituição e na defesa da liberdade.

  19. Que decadencia geral das instituições! A camara e o senado subservientes, com telhado de vidro, temendo os juizes do supremo, que então agem como pequenos ditadores. Nós, cidadãos, votamos errado, e pagamos pelo erro. Os meliantes se protegem, nós sofremos.

  20. Como diria Augusto Nunes: “até um bebê de colo” está vendo o STF governar o Brasil.
    A pergunta é: Se não temos um Senado com coragem suficiente para colocar processos de impeachment desses tiranos em pauta quem o fará? Nós, o Povo?

  21. Toda vez que vejo uma decisão do supremo , lembro do livro “As viagens de Gulliver onde em Lilliput o reino. dos homenzinhos era punido com a pena de morte quem se atrevesse a interpretar a lei. Se essa regra existisse no Brasil o supremo não mais se reuniaria por falta de quórum

  22. O deputado agiu mal. Mas não existe razão para o processo ser conduzido na forma como foi planejado por Moraes. Existe coisa pior por aí e o STF solta e abranda, engavetando processos como aqueles que estão no gabinete do ex-ministro Marco Aurélio. Alcolumbre é que está afetando os trabalhos de um serviço público essencial (?). Se isto não é crime de responsabilidade então nada é para os que estão sendo protegidos. Quem é de um lado oposto sofre as consequências. O outro lado jungido pela bandeira da esquerda que gosta de ditaduras, tudo fácil.

  23. Adoraria saber se o ilustríssimo supremo leu essa espetacular descrição dos fatos e da realidade que estamos vivendo. Parabéns Augusto Nunes por colocar em português perfeito tudo que gostaria de dizer!

  24. Perfeito! Todavia precisa complemento. Tudo já foi dito, mas falta um resumo genial como esse: as razões básicas pelas quais a atual conjuntura político ideológica permitem a manutenção dessa excrecência por tempo indeterminado. A começar pela cumplicidade da antes grande imprensa. Gostaria de ver no próxima edição.

  25. Como alemão serei também extraditado pelo fato de não compartilhar com os representantes desta corte que desonra a instituição?
    Visto a camisa verde amarela com muito carinho e tenho uma enorme expectativa que haja continuidade no governo do atual presidente que admiro pela coragem e perseverança em mudar o rumo do país para este povo maravilhoso ter as oportunidades que só o trabalho e a honestidade permitem e não foi lhes dado pelos governos anteriores.
    Augusto Nunes, eu o admiro por ser um jornalista com visão.

  26. Parabéns Augusto Nunes. O enunciado excelente e brilhante desse texto deve ser enviado a todos os congressistas,principalmente aqueles que não sabem ou ignoram a constituição,permitindo atrocidades e atropelos do STF,patrocinadas pelo xerife e carrasco Alexandre de Moraes,primordialmente.

  27. Esse Moraes é um luciferista, ou um Torquemada. É a Justiça fazendo justiçamentos. E ele é homologado pelos seus pares morcegos lacradores e autodeificados, que estão derruindo o País. E o Sistema (mundo jurídico, mídia, associações de imprensa, parcela do clero, legislativo federal (Senaaaaado?????), deleitando-se e participando da orquestração novaordemmundialista/socialista-comunista, que engendraram um experimento social em plena consecução.

  28. O mestre Augusto Nunes não decepciona! Texto impecável, análise lúcida e corajosa, que nos mostra no que se tornou esse tal STF. É um risco à liberdade!

    1. Por favor, Augusto Nunes não merece ser obrigado a conviver com José Sarney. E ainda, os critérios atuais para escolha de seus novos membros não têm, convenhamos, enaltetido a ABL.

    2. Que boa lembrança, Luzia! Todavia, infelizmente, hoje, aquela antes para poucos, virou “Casa de Mãe Joana”. Mestre Augusto merece coisa melhor!

  29. Augusto! Seu texto é poetico, uma delícia de ler. Mas me permita um pequena discordância, o carcereiro não parece o Chris, está mais para Uncle Fester.

  30. GENIAL, AUGUSTO….SEU TEXTO IMPECÁVEL INFELIZMENTE REFLETE QUE SOMOS ÓRFÃOS DE UM SISTEMA JUDICIARIO MAIÚSCULO, O QUAL NÃO HESITARIA EM JOGAR NO CALABOUÇO CARECAS COM PREDISPOSIÇÃO A DÉSPOTA.

  31. Excepcional e definitivo artigo.
    Se o imbatível Augusto ouvisse o q falam
    dessa atual composição do supremo
    pelos corredores dos fóruns…. ruborizar-se-ia (daqui a pouco tô na abl, onde a coisa tb tá fedendo).

  32. Esse ministro é apenas uma pessoa com muito ódio no coração. Tem pessoas que não passam de chefetes de tráfico de drogas e terroristas. Como a Folha escreveu: “Marighella deixou um legado que se estendeu por várias geracoes”. Tá aí o nosso fardo no STF.

  33. O Augusto é simplesmente um ser humano fantástico, incrível, e que consegue dar voz à milhões de brasileiros com maestria e emoção.
    Quanto ao Supremo Talebã Federal, só lamento que todos nós sejamos vassalos dessa turma que nos escraviza como pagadores de impostos, e se mantém como uma oligarquia torpe no topo do poder. O que exatamente dá autoridade para essa gente?

  34. Caro Augusto, você realmente nos comove. Caso existisse um CSJ (Conselho Supremo de Jornalismo) você seria um dos poucos integrantes.
    Você acaba de mostrar ao Brasil que presta quem é Alexandre de Moraes: UM MONTE DE MERDA que precisa com urgência ser mandado para o esgôto,

  35. Genial, brilhante, revigorante e ousada coluna de Augusto Nunes! Põe o dedo na ferida aberta no seio da democracia pelo xerife calvo, ao mesmo tempo em que vocifera: tente prender este jornalista, somente tente, se for mesmo homem, Alexandre de Moraes!

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