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Saúde

Cearense com tumor raro aguarda medicamento de R$ 40 mil, apesar de decisão judicial

A jovem sofre de uma doença que altera a cor de sua pele e, desde 2023, espera pela medicação para o tratamento

A jovem foi diagnosticada com tumor raro ainda na adolescência | Foto: Reprodução/Redes sociais
A jovem foi diagnosticada com tumor raro ainda na adolescência | Foto: Reprodução/Redes sociais

Sabrina Gomes, uma jovem de Fortaleza de 24 anos, aguarda há quase um ano por um tratamento essencial para enfrentar uma doença rara. Desde dezembro de 2023, Sabrina espera que a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) forneça um medicamento para o tratamento de um tumor invasivo em seu tórax.

Esse medicamento, chamado lutécio, custa aproximadamente R$ 32 mil por dose, e a jovem precisa de quatro aplicações para combater a doença.

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O tumor raro, um timoma, provoca a produção excessiva do hormônio ACTH, que geralmente a hipófise regula em quantidades normais. No caso de Sabrina, o ACTH está em níveis elevados, o que resulta em problemas de saúde graves, como insuficiência renal, hipertensão, dificuldades para respirar e até alterações na tonalidade da pele.

Esse excesso de ACTH estimulou as glândulas adrenais a liberarem cortisol em grandes quantidades, levando ao desenvolvimento da Síndrome de Cushing, que traz efeitos como acúmulo de gordura, fadiga e dificuldades de cicatrização.

Em uma tentativa de estabilizar a condição, os médicos realizaram a remoção das glândulas adrenais em 2022. Porém, o tumor seguiu produzindo ACTH, causando hiperpigmentação e escurecimento da pele de Sabrina. A cearense foi diagnosticada com o timoma ainda na adolescência.

A cearense aguarda a medicação desde dezembro de 2023 | Foto: Reprodução/Sesa
A cearense aguarda a medicação para tratar tumor raro desde dezembro de 2023 | Foto: Reprodução/Sesa

Tratamento contra tumor raro

O tratamento com lutécio, proposto pela equipe médica, oferece uma nova esperança para a jovem, pois o medicamento tem propriedades radioativas que atacam diretamente as células do tumor. No entanto, o custo elevado impede que ela tenha acesso ao tratamento sem a ajuda do governo.

Em março de 2024, a Justiça determinou que a Sesa fornecesse o lutécio, mas, mesmo com uma decisão favorável, Sabrina ainda espera pela medicação.

Apesar de novas ordens judiciais exigindo agilidade, a Sesa enfrenta dificuldades administrativas para concluir o processo.

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