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Saúde

Pesquisadores criam plataforma para catalogar variantes do vírus da dengue

Plataforma Dengue-Lineages.org promete revolucionar a identificação e o monitoramento do vírus

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue | Foto: Thammanoon Khamchalee/Shutterstock
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue | Foto: Thammanoon Khamchalee/Shutterstock

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma nova plataforma para a classificação e o monitoramento das variantes do vírus da dengue. O objetivo do canal é aprimorar a comunicação internacional e a identificação de novas linhagens.

Lançada recentemente, a Dengue-Lineages.org reúne sequências genéticas do vírus da dengue para facilitar a detecção e o monitoramento das linhagens responsáveis por surtos.

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Esforços internacionais

O monitoramento de variantes da dengue se assemelha ao realizado durante a pandemia da covid-19, em que as linhagens do Sars-CoV-2 foram descritas e monitoradas pelo seu potencial infeccioso.

A dengue possui quatro sorotipos distintos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Embora todos provoquem sintomas semelhantes, a gravidade pode variar, e cada um exige tratamentos específicos.

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Além dos sorotipos, o vírus da dengue é dividido em genótipos, agrupamentos que compartilham características genéticas. A proposta é padronizar os nomes das linhagens internacionalmente, melhorando a comunicação entre países.

Problemas de nomenclatura

Atualmente, a nomenclatura das linhagens é feita de forma independente por cada país, o que pode causar confusão. Por exemplo, uma linhagem identificada como BR5 no Brasil pode ser chamada de PR17 no Peru.

“Assim que uma nova linhagem do vírus da dengue surgir, ela sendo designada com nomenclatura própria vai facilitar não só a identificação, mas a detecção dessa nova variante em diferentes partes do Brasil e do mundo”, afirmou Anderson Brito, pesquisador do Instituto Todos pela (ITpS) e um dos autores do estudo. “E isso vai ajudar a rastrear a transmissão do vírus”.

Critérios de definição

O pesquisador Túlio de Oliveira, conhecido pela descoberta da linhagem ômicron da covid, é um dos autores do estudo, junto com diversos pesquisadores de quase 30 instituições.

Segundo Brito, o grupo utilizará critérios objetivos para determinar se uma linhagem deve receber um novo nome. Além disso, o sistema é retroativo, aplicável a variantes anteriores, e permite a integração de dados por meio do Github.

O próximo desafio é criar um comitê científico para avaliar as linhagens circulantes e definir cenários epidemiológicos regionais, integrando dados do repositório Github, em que pesquisadores podem subir sequências genéticas.

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