A festa de dinheiro fácil acabou para as startups de tecnologia nos EUA

Fundos de investimentos começam a evitar negócios com operações distantes do lucro e geram retração do setor
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Cenário econômico tem afastado fundos de investimentos das startups nos EUA
Cenário econômico tem afastado fundos de investimentos das startups nos EUA | Foto: Reprodução/Pexels

A festa de dinheiro fácil para impulsionar novas startups de tecnologia parece que acabou nos Estados Unidos. Um artigo do Wall Street Journal desta quarta-feira, 18, descreve um novo momento para esse segmento, com o afastamento de grandes investidores de negócios que ainda estão distantes da operação lucrativa.

O novo clima envolvendo o setor reúne demissões, investidores céticos, um êxodo de fundos e a perspectiva de um corte de avaliação de empresas.

No ano passado, esperava-se que a startup de comércio eletrônico Thrasio fosse avaliada em US$ 10 bilhões ou mais, em um acordo de financiamento que levaria a empresa de quatro anos a abrir o capital. O negócio não aconteceu, e a companhia, que compra e agrega varejistas que vendem na Amazon, continua a ampliar uma dívida de US$ 3,4 bilhões e o patrimônio que havia levantado.

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Nas últimas semanas, a Thrasio cortou cerca de 20% de sua força de trabalho, anunciou um novo CEO, freou aquisições e reduziu projetos de engenharia, de acordo um memorando que chegou ao Wall Street Journal.

A trajetória da Thrasio — e a ascensão meteórica de muitas startups — se beneficiou de anos de baixas taxas de juros e um declínio no número de ações de empresas públicas, o que ajudou a atrair investidores para capital de risco.

Mas o cenário da economia norte-americana é outro hoje, com juros em curva ascendente, inflação em alta histórica e gigantes de tecnologia, como o grupo Meta e o Twitter, se esforçando para cortar custos. Geralmente, as empresas líderes do setor costumam ditar como todo o mercado vai se comportar.

“Isso claramente não é uma lombada”, disse Mike Volpi, um investidor de risco da Index Ventures.

“Esta é uma correção adequada. O fim de um ciclo.”

Matt Schulman, CEO da startup de software Pave, disse que seus investidores estão analisando as margens brutas de uma forma que não faziam antes. Para sobreviver, a iniciativa precisou se reposicionar de um serviço para ajudar as empresas na contratação para outro que ajuda as companhias a reter funcionários. O executivo recentemente fez uma lista de 15 maneiras de cortar gastos. Uma delas era fazer mais contratações em regiões mais baratas, como a América Latina.

Os investidores despejaram US$ 1,3 trilhão em startups ao longo de uma década, impulsionando anualmente centenas de empresas que atingiram avaliações de mais de bilhões de dólares. Mas o dinheiro parou de circular com facilidade.

Os investimentos em capital de risco caíram 26% nos primeiros três meses deste ano em relação ao quarto trimestre, segundo dados da agência PitchBook. No entanto, alguns analistas acreditam que as startups que mostrarem resiliência agora poderão aproveitar momentos de bonança no futuro.

Retrocessos anteriores no setor de tecnologia se mostraram breves. Entre eles, um em 2016, quando os investidores esfriaram as empresas de software como serviço, e outro em 2019, quando os fundos puniram as empresas do segmento por suas pesadas perdas no mercado de ações.

Leia também: O clube do bilhão recebe dois jovens brasileiros, reportagem publicada na edição 108 da Revista Oeste.

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1 comentário Ver comentários

  1. Dêem aos Democrats o que eles “pediram”, bastante inflação e fuga dos investidores, bando de imbecis ! Nada irá mudar enquanto o “Bidê” e sua corja estiver desgovernando.

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