Empresa de Musk entrega internet por satélite a escolas no Amazonas

Essa é a primeira parte do projeto do governo federal para levar conexão às áreas remotas
-Publicidade-
A escola, na região de Careiro da Várzea, é uma das três que receberam antenas da StarLink que levam acesso à internet a crianças e jovens que estudam em áreas remotas
A escola, na região de Careiro da Várzea, é uma das três que receberam antenas da StarLink que levam acesso à internet a crianças e jovens que estudam em áreas remotas | Foto: Divulgação

A Starlink, empresa de Elon Musk, instalou um sistema em Manaus, no Amazonas, para oferecer internet via satélite a escolas no Estado. Até agora, três instituições, em localidades remotas, estão recebendo o sinal.

Na quinta-feira 22, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, esteve na cidade de Careiro da Várzea, na Escola Estadual Antônio Ferreira Guedes, uma das instituições de ensino que receberam a tecnologia. Gwynne Shotwell, CEO da empresa, acompanhou o ministro. Elon Musk participou por vídeo.

O empresário comemorou a inauguração da rede no Amazonas pelo Twitter. “Superfeliz de estar no Brasil para o lançamento da Starlink em escolas desconectadas em áreas rurais, bem como para o monitoramento ambiental da Amazônia”, escreveu Musk.

-Publicidade-

As outras duas escolas já conectadas via satélite são Januário Santana e Nossa Senhora do Rosário, ambas em Manacapuru. Essas são as primeiras instituições de ensino público que receberam a internet da Starlink.

A Starlink é a constelação de satélites de baixa órbita da SpaceX para a oferta de conectividade em áreas remotas. O lançamento no Amazonas é parte de uma iniciativa do governo federal para levar internet via satélite a localidades carentes.

Tanto o equipamento quanto o serviço são cedidos às escolas pela empresa. O ministro das Comunicações disse que a ideia é que todas as escolas de ensino fundamental e médio do Amazonas tenham internet fornecida pela Starlink. Segundo a pasta, a empresa de Musk “está habilitada a participar de futuros processos públicos para contratação de internet para escolas”.

Em maio, Musk se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro, no interior de São Paulo. O projeto da Starlink — que visa operar satélites de baixa órbita no Brasil — foi tema do encontro.

A internet da Starlink, de acordo com informações da empresa, funciona enviando informações através do vácuo do espaço, onde se desloca mais rapidamente do que em cabos de fibra óptica, o que a torna acessível a mais pessoas e locais.

Escola sem energia

Pela primeira vez no país, o governo conectou uma escola à internet que não possui energia elétrica. A parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) levou internet à Escola Panthinoma Maitakanadaliksa, na comunidade de Yamado, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM).

O povoado indígena não contava com energia elétrica, mas, por meio de placas solares e baterias doadas pelo CPQD, essa realidade mudou. Além disso, dois computadores foram doados pelo Centro de Pesquisa. A pasta entregou uma antena que leva sinal de internet à localidade.

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

3 comentários Ver comentários

  1. Bem, os ‘sabotadores do Brasil’ podem tentar cuspir nesses satélites. Mas eles estão no céu e é da sabença de todos que não é inteligente cuspir para cima. Isso é garantido pela Lei da Gravidade, lei que está acima de quaisquer sistemas jurídicos no mundo, seja numa democracia, ditadura ou ‘democradura’. Brasil, ame-o ou roube-o.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 23,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.