Facebook: a pane que afetou 2,8 bilhões de pessoas

Veja o impacto do 'apagão' das plataformas da big tech
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A instabilidade gerou grandes prejuízos
A instabilidade gerou grandes prejuízos | Foto: Canva

No Brasil, era por volta de 12h45 da segunda-feira 5 quando usuários do WhatsApp, do Facebook e do Instagram começaram a notar algo estranho nas plataformas. O que ninguém imaginava é que a pane duraria quase sete horas e afetaria 2,8 bilhões de pessoas no mundo.

O problema ocorreu no centro de dados da empresa, em Santa Clara, no Estado norte-americano da Califórnia. Depois de restabelecido os serviços das plataformas, sem dar detalhes, o grupo Facebook informou acreditar “que a causa da queda fora uma mudança de configuração.”

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A instabilidade gerou grandes prejuízos. As ações da empresa listada na bolsa norte-americana Nasdaq registraram queda de 5,3%, com os papéis cotados a US$ 325. Só o cofundador do Facebook e principal acionista da companhia, Mark Zuckerberg, perdeu cerca de US$ 6 bilhões.

No Brasil, muitos pequenos e médios negócios também amargaram um dia difícil, visto que dependem do WhatsApp como uma plataforma de vendas. Além disso, os pedidos remotos aumentaram ainda mais na pandemia. Pelo menos 175 mil restaurantes, a maior parte em São Paulo, usam o aplicativo.

Outras alternativas

Muita gente buscou alternativas ao WhatsApp. Os aplicativos de mensagens instantâneas mais procurados foram o Telegram e o Signal. Já a rede social que mais “bombou” foi o Twitter. As redes que ficaram fora do ar inclusive precisaram se pronunciar sobre a instabilidade usando seus perfis no Twitter. Muitos internautas ironizaram a situação.

O “apagão” também fez dobrar a procura por ligações telefônicas no Brasil, em meio à necessidade crescente por formas de comunicação. A estimativa foi feita ao site TechTudo por Paulo Bernardocki, diretor da multinacional Ericsson, que atua em conjunto com as operadoras.

Denúncia de funcionária

A instabilidade ocorreu dois dias depois de uma entrevista da ex-gerente de produtos do Facebook, Frances Haugen, que fez denúncias contra a empresa. Nesta terça-feira, ela prestou depoimento no Congresso dos Estados Unidos. Segundo Frances, a big tech engana seus usuários e investidores.

“O Facebook põe os lucros acima da segurança dos clientes”, disse Frances, em entrevista ao programa 60 Minutes, da emissora CBS, no sábado 2. Documentos supostamente evidenciam que o Facebook mentiu ao público ao garantir que combate discursos de ódio, incitação à violência e à desinformação.

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