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1º dia de outubro traz onda de calor de até 40°C ao Sudeste

Risco de queimadas ameaça São Paulo e Minas Gerais

A onda de calor já provocou recordes de temperatura em vários Estados do país | Foto: Reprodução/Agência Brasil
A onda de calor já provocou recordes de temperatura em vários Estados do país | Foto: Reprodução/Agência Brasil

O primeiro dia de outubro será marcado por uma onda de calor que atinge em cheio a Região Sudeste. Cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais podem registrar temperaturas de até 40°C, em um cenário de baixa umidade do ar, com índices próximos de 14% em algumas localidades. A Defesa Civil já emitiu alerta para risco elevado de queimadas e incêndios florestais, especialmente em áreas de vegetação seca. As informações são do site Meteored.

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Sul: chuvas frequentes e risco de temporais

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná devem registrar pancadas desde a manhã de quarta-feira, algumas com intensidade suficiente para provocar transtornos urbanos e rurais. Acumulados previstos chegam a mais de 100 mm até o fim de semana em áreas do centro e do oeste gaúcho e do leste catarinense, o que eleva o risco de alagamentos e queda de árvores. Em Curitiba e região, há alerta para chuvas fortes a partir da tarde. A ocorrência de precipitações sucessivas mantém o solo encharcado e aumenta o risco de deslizamentos.

Sudeste: onda de calor e alerta para queimadas

Na contramão, o Sudeste segue sob influência de uma onda de calor. Em São Paulo, interior e capital, são esperadas temperaturas acima de 35°C, que podem chegar a 40°C em Presidente Prudente, Araçatuba e São José do Rio Preto. O alerta da Defesa Civil mostra risco elevado de queimadas, já que a umidade relativa do ar deve cair para índices críticos, em torno de 14% em diversas áreas. Minas Gerais, especialmente no Triângulo e Alto Paranaíba, também terá máximas acima de 38°C. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, o calor é menos extremo, mas ainda com valores acima da média.

Previsão de temperatura máxima para a tarde de quarta-feira (1º) | Imagem: Meteored

Centro-Oeste: calor extremo e ar seco

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal enfrentam condições semelhantes às do Sudeste. Cuiabá e Campo Grande devem registrar máximas próximas de 38°C. A combinação de temperaturas elevadas e baixa umidade coloca a região sob risco de incêndios florestais. A massa de ar quente permanece estacionada, o que dificulta a formação de nuvens de chuva. Em Brasília, a previsão é de tempo firme, com temperaturas acima de 32°C e umidade relativa abaixo de 20%.

Nordeste: instabilidade no litoral e sol no interior

O litoral do Nordeste, especialmente entre Sergipe, Alagoas e Pernambuco, terá chuvas fracas e passageiras, estimuladas pelos ventos de leste que trazem umidade do oceano. As capitais Maceió e Recife podem registrar acumulados leves ao longo do dia. Já no interior da região, o tempo segue firme e quente, com máximas entre 30°C e 35°C. Em Fortaleza e Natal, pancadas isoladas podem ocorrer, mas de curta duração. Salvador terá predomínio de sol, com máxima em torno de 30°C.

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Norte: pancadas de chuva na faixa oeste

No Norte, a situação é heterogênea. No Acre, no Amazonas e em Rondônia, pancadas de chuva devem ocorrer em diferentes momentos do dia, especialmente no período da tarde. Manaus e Porto Velho registram máxima em torno de 30°C, com previsão de chuvas rápidas, mas localmente intensas. Em contrapartida, áreas do Pará e de Roraima apresentam tempo mais firme, com calor acima de 32°C. Palmas, no Tocantins, terá sol predominante e máxima próxima de 38°C, sem previsão de chuva.

O que esperar do tempo nesta quarta-feira

O começo de outubro no Brasil será marcado por dois extremos: enquanto a Região Sul enfrenta chuvas persistentes com risco de transtornos, o Sudeste e o Centro-Oeste lidam com calor extremo e ar seco, condições que favorecem queimadas. O Norte mantém pancadas de chuva, especialmente na faixa oeste, e o Nordeste registra instabilidade costeira, mas tempo firme no interior. A população deve acompanhar os avisos oficiais e adotar medidas preventivas, seja contra alagamentos e ventos fortes, seja contra os efeitos da baixa umidade.

Leia também: “O país da chuva”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 182 da Revista Oeste

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