Revista Oeste - Eleições 2022

Corpos de Dom e Bruno são entregues aos familiares

Velório do indigenista acontece nesta sexta-feira, na região metropolitana do Recife. Jornalista será cremado domingo, no Rio
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Corpo do jornalista inglês Dom Phillips foi entregue à família, no Rio de Janeiro
Corpo do jornalista inglês Dom Phillips foi entregue à família, no Rio de Janeiro | Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) transportou na quinta-feira 23 o corpo do jornalista inglês Dom Phillips e o do indigenista Bruno Pereira de Brasília ao Rio de Janeiro e ao Recife, onde foram recebidos pelos respectivos familiares.

O avião da Polícia Federal com os corpos de Dom e Bruno decolou de Brasília na tarde de quinta-feira e se dirigiu primeiro ao Rio de Janeiro, onde chegou pouco antes das 16 horas ao Aeroporto Internacional do Galeão.

Alguns minutos depois, o voo seguiu para o Aeroporto Internacional de Guararapes, no Recife, onde pousou no início da noite.

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O velório de Bruno Pereira está marcado para esta sexta-feira, 24, no município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife. A cremação vai acontecer à tarde.

Já o jornalista Dom Phillips vai ser velado em Niterói, no Rio de Janeiro, com funeral e cremação marcados para a manhã de domingo.

A Polícia Federal ainda investiga as circunstâncias em que os dois foram mortos, na Reserva Indígena do Vale do Javari, no Amazonas. Na quinta-feira, o quarto suspeito pelo crime se apresentou à Polícia Civil em São Paulo. Outras três pessoas estão presas em Atalaia do Norte, a 1.136 quilômetros de Manaus.

Sobre o crime

Bruno Pereira e Dom Phillips foram vistos pela última vez em 5 de junho, na região do Vale do Javari. Trata-se de uma área marcada por conflitos relacionados ao tráfico de drogas, ao roubo de madeira e ao garimpo ilegal.

A região do Vale do Javari é a segunda maior terra indígena do Brasil, equivalente ao território de Portugal, com pouco mais de 90 mil quilômetros quadrados. Vivem na região ao menos 10 mil indígenas.

Pereira era servidor afastado da Funai e sofria ameaças de garimpeiros que atuam na área. Já o jornalista, que colaborava para o jornal The Guardian, recebeu no ano passado uma bolsa da Fundação Alicia Patterson, dos Estados Unidos, para investigar a preservação e a conservação da Amazônia.

Leia também: “A abjeta politização das mortes no Amazonas”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 117 da Revista Oeste.

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