A transferência do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por crimes de estupro contra dezenas de pacientes, já ocorreu. O criminoso não permanece na Penitenciária de Tremembé, no interior paulista, e agora está na Penitenciária 2 de Potim, também no Vale do Paraíba, uma unidade de regime comum.
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Segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo, a Secretaria de Administração Penitenciária notificou a Justiça sobre a mudança em 2 de janeiro. Desde o ano passado, Tremembé deixou de receber presos considerados “especiais”. O governo estadual está transferindo detentos para presídios comuns, como Potim 2, que possui 844 vagas e atualmente abriga 321 prisioneiros.
Defesa pede prisão domiciliar para Abdelmassih
A defesa de Abdelmassih, representada por Larissa Maria Sacco Abdelmassih, protocolou novo pedido para que ele cumpra pena em casa. A advogada alega idade avançada — 82 anos — e problemas graves de saúde. O preso sofre de doença cardíaca e câncer de próstata. O argumento é de que ele corre risco de morte enquanto permanecer encarcerado.

Na quarta-feira 21, a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani determinou a realização de perícia médica para avaliar o estado de saúde do detento. “A fim de melhor instruir o pedido de prisão domiciliar, necessário analisar o atual estado de saúde do sentenciado, o que deverá ser feito através de novo laudo médico-pericial”, afirmou a magistrada. Ainda não foi definida a data para o exame.
Histórico de condenações e benefícios contestados
Inicialmente, Abdelmassih recebeu sentença de 278 anos de prisão por estupro e atentado violento ao pudor contra mais de 70 mulheres, pena depois reduzida para 181 anos. Preso desde 2014, o ex-médico já teve pedidos de prisão domiciliar negados sob alegação de que recebe atenção médica adequada na cadeia.
Leia mais: “O pânico da ‘cultura do estupro’ nas escolas”, artigo de Joanna Williams, da Spiked, publicado na Edição 59 da Revista Oeste
Em 2017, o Supremo Tribunal Federal autorizou prisão domiciliar. Contudo, o benefício foi revogado em 2019 em razão de suspeitas sobre a veracidade das informações médicas apresentadas. Quatro anos depois, uma nova autorização para prisão em casa, com tornozeleira eletrônica, foi concedida e logo depois cassada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
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