Fiocruz defende vacinação de crianças para aumentar proteção

Segundo estudo, já há uma estagnação de aplicação de primeiras doses, justificando a ampliação na faixa etária
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A fundação também defende a criação de novas estratégias para aumentar a aplicação da primeira dose em pessoas que vivem em locais remotos
A fundação também defende a criação de novas estratégias para aumentar a aplicação da primeira dose em pessoas que vivem em locais remotos | Foto: Divulgação/Fiocruz

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) defende a imunização das crianças contra covid-19 para aumentar a cobertura vacinal da população brasileira.

De acordo com a pesquisa, atualmente, cerca de 85% dos brasileiros podem se vacinar, se consideradas todas as pessoas acima de 11 anos.

Porém, os pesquisadores observaram que, desde setembro, o ritmo de vacinação da primeira dose no país vem desacelerando, com quedas observadas nos dois meses seguintes.

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Para a Fiocruz, isso poderia sugerir que a vacinação já está próxima do seu limite, com cerca de 75% da população imunizada com a primeira dose.

Segundo o estudo, uma das formas de superar essa curva de estagnação é ampliar as faixas etárias elegíveis à vacinação, com a imunização das crianças.

A fundação também defende a criação de novas estratégias para aumentar a aplicação da primeira dose em pessoas que vivem em locais remotos.

A pesquisa foi submetida à Revista Brasileira de Epidemiologia.

Evolução da vacinação contra a covid

De acordo com o estudo, o Brasil tem quatro fases distintas na evolução temporal na aplicação da primeira dose.

Houve uma fase inicial, quando a progressão foi lenta devido em parte à falta de imunizantes.

Em seguida ocorreu um período de cerca de dez semanas em que a vacinação começou a atingir as pessoas com menos de 70 anos, seguido por outro em que se observa uma velocidade no aumento da cobertura, chegando a pessoas com menos de 60 anos.

E depois veio a quarta fase, que deixa claramente marcada a desaceleração.

“A grande maioria dos Estados segue essa tendência, variando apenas a velocidade de aumento da cobertura, que foi sistematicamente maior nos Estados das regiões Sul e Sudeste”, comentou o pesquisador da Fiocruz Raphael Guimarães.

Ele destacou que, “nas unidades da Federação em que a cobertura de primeira dose é mais alta, a diferença para a cobertura de segunda dose é menor, sugerindo que a perda de população entre doses tem sido pequena”.

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3 comentários Ver comentários

  1. Fiocruz é mais uma entidade aparelhada pela esquerda. Que grande argumento p tentar obrigar a vacinar crianças. N tenho mais filhos pequenos e se tivesse jamais vacinaria, pois essa ciência pregada é descaradamente politiqueira e sem qq consistência cientifica de fato. Um absurdo total.

  2. Não sei não, em São Paulo as vacinas da FioCruz desapareceram, só tem Pfizer e Coronavac e essas eu não tomo como reforço. Como já fui vacinado com AstraZenica(2); se de fato exames comprovarem que estou sem imunidade a terceira tem que ser Astra tb, pois esse negócio de misturar as vacinas a entender que esses cientistas não sabem nada de segurança ou estão comprados…Fico imaginando quem está sendo obrigado a vacinar suas crianças…

  3. Se eu entendi direito o texto, quer dizer que temos que começar a aplicar vacina nas crianças porquê existem doses de vacina sobrando? Então é uma questão de $ciência.

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