Queiroga: vacinação de crianças contra covid-19 ‘não é consensual’

'Nós queremos discutir esse assunto de maneira aprofundada', afirmou o ministro da Saúde
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Foto: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
Foto: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo | Foto: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, demonstrou ceticismo nesta sexta-feira, 17, ao comentar a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19.

Segundo o chefe da pasta, o tema está longe de ser um consenso na comunidade científica.

“Nós queremos discutir esse assunto de maneira aprofundada, porque isso não é um assunto consensual”, afirmou Queiroga aos jornalistas na porta do ministério.

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“Há aqueles que defendem, há os que defendem de maneira entusiasmada, há os que são contra… Então, a gente tem que discutir”, completou.

Ainda segundo o ministro da Saúde, outros órgãos serão ouvidos sobre o assunto, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para que eventuais decisões sejam tomadas “de maneira sólida e a sociedade possa confiar nas autoridades sanitárias”.

A liberação da vacinação em crianças pela Anvisa depende da compra de imunizantes pelo governo federal. Ontem, Queiroga já havia dito que o Ministério da Saúde adquiriu doses suficientes para imunizar os adultos em 2022, mas não o público infantil. Para tanto, seriam necessárias novas aquisições.

“Nós também vamos passar para vocês um cronograma, para a sociedade brasileira, com as análises feitas pelo ministério e todos os steps, todos os degraus”, finalizou o ministro.

Como Oeste noticiou mais cedo, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), quer iniciar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos o quanto antes. O governo tucano está negociando com a Pfizer para adquirir imunizantes.

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2 comentários Ver comentários

  1. Até tu ANVISA? Como pode uma instituição respeitada internacionalmente estar contrariando até mesmo a OMS, que neste momento esta preocupada em aplicar a primeira dose da vacina da COVID em países pobres e sequer cogita a dose de reforço diante dessa situação. Como pode a ANVISA aprovar uma vacina ainda desconhecida e não comprovada, para a faixa etária infantil que sequer apresenta quadros ou sintomas graves em crianças que inclusive podem estar imunizadas naturalmente sem sintomas?. Porque não cogita avaliar outros laboratórios que estão também desenvolvendo estudos para vacinação infantil como provavelmente a AstraZêneca, a Moderna, a Jansen e outras, para melhor comparar inclusive custos e responsabilidades por eventos adversos?. Afinal ANVISA, a Pfizer já esta assumindo responsabilidade por EVENTOS ADVERSOS?

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