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Justiça nega redução de tratamento psiquiátrico a Suzane von Richthofen

Desde janeiro de 2023, quando progrediu de pena, ela realiza acompanhamento semanal com psicólogo e mensal com psiquiatra

Logo do Tribunal de Justiça de São Paulo
A Secretaria Municipal de Saúde de Bragança Paulista, onde Suzane reside, solicitou à Justiça que as consultas fossem mais espaçadas | Foto: Gedeão Dias / TJSP

O Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou, nesta segunda-feira, 30, o recurso em que Suzane von Richthofen pediu a redução de seu tratamento psiquiátrico. Assim, os desembargadores mantiveram a frequência das sessões: uma vez por semana com psicólogo e uma vez por mês com psiquiatra.

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Em junho, a Secretaria Municipal de Saúde de Bragança Paulista, onde Suzane reside, solicitou à Justiça que as consultas fossem mais espaçadas. O órgão tentou alterar para uma vez por mês com o psicólogo e uma vez a cada três meses com o psiquiatra.

Suzane realiza o tratamento desde sua progressão ao regime aberto, em janeiro de 2023. A Justiça concedeu o direito a ela, depois de a condenada cumprir 20 anos de prisão.

O que alegou a defesa de Suzane von Richthofen

Suzane Richthofen
Suzane passou a vender produtos com nome de marca de luxo sem autorização — como um modelo de sandália Havaianas da grife italiana Gucci | Foto: Reprodução/Twitter/X

A Secretaria municipal alegou que Suzane “não tem apresentado queixas e/ou alterações psicopatológicas que justifiquem algum transtorno mental”.

Com a recusa do juiz de primeira instância Carlos Scala de Almeida ao pedido, Suzane recorreu ao Tribunal de Justiça.

Leia também: “Suprema ignorância digital”, reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 236 da Revista Oeste

“A paciente evoluiu no tratamento a que foi submetida, conforme se infere do relatório do médico”, afirmou à Justiça a advogada Jaqueline Domingues, que representa Suzane. “Não há razão para deixar de atender ao pedido da Secretaria Municipal de Saúde.”

A decisão do Tribunal de Justiça

Foto de um tribunal, em alusão à matéria do produtor de Marçal
A 5ª Câmara de Direito Criminal de São Paulo, no entanto, rejeitou o recurso | Foto: Daniel Bone/Pixabay

A 5ª Câmara de Direito Criminal, no entanto, rejeitou o recurso. O desembargador Damião Cogan, relator do processo, afirmou que Suzane tem mostrado uma reinserção social positiva e sem alterações psicopatológicas.

Leia mais: “Um puxadinho do STF”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 235 da Revista Oeste

“[Isso] Deve ser entendido como fruto do bom trabalho realizado pela Secretaria de Saúde, o que justifica a sua manutenção”, escreveu o magistrado. “Ele também recomendou uma nova avaliação em seis meses.

Suzane von Richthofen é responsável por um dos crimes mais chocantes do Brasil. Aos 18 anos, a então estudante de direito facilitou a entrada do namorado e do irmão dele na casa da família no Brooklin, São Paulo. Na residência da família, em 31 de outubro de 2002, a dupla assassinou a paulada seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen.

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