Uma ação coordenada entre a Polícia Federal, o Inema e o Ibama resultou na apreensão de 1,5 tonelada de barbatanas de tubarão na zona rural de Rodelas, no norte da Bahia, nesta quinta-feira, 12. O local servia como depósito clandestino desse produto, cuja venda é altamente valorizada no mercado ilegal internacional.
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As barbatanas, consideradas iguaria de luxo em países asiáticos, como a China, podem alcançar preços de até US$ 500 por prato, especialmente em receitas tradicionais, como a sopa de barbatana. O material apreendido incluía 1,5 mil quilos de barbatanas de várias espécies, algumas ameaçadas de extinção, em diferentes fases de secagem.
Operação da polícia flagra esquema internacional e detém suspeitos
O flagrante ocorreu depois que imagens aéreas identificaram intensa movimentação no imóvel. Sete pessoas foram detidas: quatro brasileiros, entre eles um adolescente, e três chineses. Conforme o Inema, um dos estrangeiros atuava na coordenação do esquema. O local funcionava como centro de secagem e preparo das barbatanas, etapa anterior à venda.
O Inema destacou que “as barbatanas são frequentemente obtidas pelo método conhecido como finning, em que as nadadeiras dos tubarões são removidas, e o animal é descartado ainda vivo no mar, prática altamente cruel e responsável por severos impactos ambientais, especialmente em espécies ameaçadas de extinção”.
Legislação e consequências para os envolvidos
A legislação brasileira proíbe a captura direcionada de tubarões e considera crime armazenar, transportar, beneficiar ou comercializar partes desses animais sem autorização. A lucratividade do comércio clandestino incentiva a exploração ilegal. Os detidos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Juazeiro, autuados em flagrante por crimes ambientais, receptação qualificada e corrupção de menores. O material recolhido será analisado pelos órgãos ambientais.
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