O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para 11 de junho os depoimentos de duas mulheres que acusam o ministro Marco Buzzi de assédio sexual. Além das denunciantes, a Corte vai ouvir 20 testemunhas indicadas pela defesa e pela acusação.
Buzzi está afastado de suas funções desde fevereiro deste ano. Em abril, o STJ instaurou um processo administrativo disciplinar para apurar as denúncias, procedimento que pode resultar na perda do cargo.
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STJ: análise também na esfera criminal
Uma das acusações envolve um episódio que teria ocorrido durante férias em Balneário Camboriú, quando o ministro teria tentado agarrar uma jovem, filha de amigos da família. Posteriormente, uma ex-funcionária terceirizada de seu gabinete também apresentou denúncia de assédio sexual.
Além da investigação administrativa no STJ, o caso também é analisado na esfera criminal pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já que o ministro possui foro por prerrogativa de função.
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A defesa de Buzzi nega as acusações e afirma que o magistrado não praticou qualquer ato impróprio. Em nota, os advogados sustentaram que a inocência do ministro será demonstrada ao longo da apuração e informaram que 16 testemunhas indicadas pela defesa foram admitidas pela comissão processante.
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