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Brasil

PF treina policiais estrangeiros para identificar madeira da Amazônia

Agentes vão aprender a usar um aplicativo para identificar a origem da madeira e analisar os documentos que acompanham as cargas

madeira da Amazônia
Operação Handroanthus, que apreendeu madeira na divisa entre Amazonas e Pará | Foto: Reprodução/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta terça-feira, 8, um treinamento com 30 policiais alfandegários de dez países para ensinar a identificar madeira retirada ilegalmente da Amazônia.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse no final do ano de 2020 que países que criticam o Brasil por desmatamento compram madeira retirada ilegalmente na selva.

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Na época, Bolsonaro afirmou que a PF dispõe de uma técnica de exame de DNA para identificar carregamentos de madeira da Amazônia em situação irregular.

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O processo, contudo, não foi detalhado. A PF disse que, ao encontrar um carregamento suspeito, é capaz de descobrir de qual região da Amazônia ela foi retirada. Com essa informação, é capaz de saber se a carga é regular ou não.

Ao usar essa técnica, o governo brasileiro reuniu evidências e enviou para diplomatas dos países compradores. A ação era uma tentativa de diminuir a pressão contra o Brasil. Até o momento, nenhum membro do governo divulgou a lista publicamente.

O curso iniciado hoje visa a treinar policiais estrangeiros na fiscalização de madeira de lei que entra em seus países.

App ajudará a identificar madeira da Amazônia

No treinamento, os policiais aprenderão a identificar as madeiras e analisar os documentos que acompanham as cargas. Também poderão usar um aplicativo de celular desenvolvido pela polícia em parceria com uma universidade para ajudar no trabalho de identificação.

O curso acontece no Centro de Integração e Aperfeiçoamento em Polícia Ambiental da PF (Ciapa/AM), localizado em área de selva, a 60 quilômetros de Manaus.

O objetivo da ação é combater o tráfico ilegal de madeira de lei, que ocorre principalmente na região oriental da Amazônia Brasileira.

No ano passado, o Ministério da Justiça empregou 8 mil policiais e R$ 60 milhões em recursos na Região Amazônica para combater o desmatamento ilegal.

Essas ações ocorrem em um momento em que cresce a pressão internacional contra o Brasil, devido ao avanço do garimpo ilegal e da extração de madeira em região de floresta tropical.

A PF não revelou a origem dos policiais que estão em treinamento.

Leia também: Os picaretas da Amazônia, reportagem publicada na edição 91 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Que notícia boa!!! Governo de larápio jamais faria isso… kkkkk

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