Professor que humilhou aluno em escola de SP é acusado de difamação

Messias Basques sugeriu que uma tradicional pousada de Mato Grosso do Sul o maltratou por racismo
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Messias Basques, o professor que humilhou um aluno da Escola Avenues
Messias Basques, o professor que humilhou um aluno da Escola Avenues | Foto: Reprodução/Twitter

O professor Messias Basques, responsável por humilhar um aluno da Escola Avenues, em São Paulo, é acusado de difamação. Isso porque, em 2018, o docente denunciou a Pousada Pioneiro, localizada no município de Miranda, em Mato Grosso do Sul, por supostamente tê-lo humilhado.

O caso aconteceu na madrugada de 15 de setembro de 2018. Por volta das 4h30 daquele dia, Basques desembarcou de um ônibus às margens da BR-262 e caminhou em direção à Pousada Pioneiro. Sem se identificar, o docente entrou na varanda da pousada. O recepcionista do estabelecimento aproximou-se do professor e explicou que ele não poderia permanecer no local, porque os quartos dos hóspedes estavam instalados imediatamente acima.

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Para oferecer uma alternativa, o recepcionista disse que Basques poderia ficar no restaurante da pousada, localizado a cerca de 100 metros da varanda. Mas o professor rejeitou a proposta e, indignado, invadiu a residência onde moram os proprietários do estabelecimento. Depois de causar tumulto e confusão, segundo as testemunhas, o docente deixou o local.

Dias depois, no Facebook, Basques sugeriu que, se tivesse pele e olhos claros, não seria maltratado pela pousada. “Perguntei se, por acaso, tratariam assim um turista loiro, desses que andam pelo Pantanal e por Bonito [MS], que chegasse de madrugada, de chinelos e falando inglês”, escreveu. “O recepcionista disse que não tinha nada a ver com cor, pois a família dele seria negra. Esqueceu que a atuação da polícia, por exemplo, também composta de pessoas negras, é uma das principais causas da morte de negros no Brasil.”

Em resposta, a Pousada Pioneiro abriu uma queixa-crime por difamação contra o docente, patrocinada pelos advogados Luís Guilherme Flores de Figueiredo, Thais Cristine Costa Figueiredo e Ana Carolina Flores Piva.

O caso se enquadra no artigo 139 do Código Penal — Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação. A pena é de três meses a um ano de detenção, além de multa. Os advogados pedem que a Pousada Pioneiro seja indenizada em R$ 30 mil.

O processo foi aberto em 2 de outubro de 2018. Até o momento, Basques não foi encontrado para responder à Justiça.

Mais problemas em Mato Grosso do Sul

Mas houve outra história antes da confusão que envolveu a Pousada Pioneiro. Em 23 de agosto de 2018, Basques foi à uma clínica médica privada de Mato Grosso do Sul, a Cardiobaby, para levar uma paciente chamada Renata Rafhaely Soares Dias, de etnia indígena Kadivéu.

A cardiologista Cláudia Caroline Piovesan, proprietária da clínica, foi responsável pelo atendimento de Renata. A indígena precisava de uma avaliação cardiológica para realizar procedimentos cirúrgicos, em razão de deficiências como lábio leporino e fenda palatina (que afetam os lábios).

Um primeiro exame foi realizado. No entanto, em virtude de o resultado não ter sido satisfatório do ponto de vista da saúde, a cardiologista optou por não liberar a paciente para a realização dos procedimentos cirúrgicos. Cláudia pediu que Renata fizesse uma avaliação mais completa em hospitais maiores. Por ser uma clínica privada, a Cardiobaby precisou cobrar normalmente o valor da consulta e do exame que foi realizado em Rafaela.

Meses depois, a paciente compareceu a um hospital que atende os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Cláudia também trabalha no local. Desta vez, a indígena fez os exames gratuitamente, em virtude de o procedimento não ter sido realizado por uma instituição privada.

O motivo da confusão: Basques acionou o Ministério Público Federal (MPF) contra a cardiologista, acusando-a de cobrar pelo exame realizado no hospital que atende os pacientes do SUS. Ao fim do processo, no entanto, o órgão decidiu que não houve irregularidades no caso.

Em resposta, os advogados da cardiologista, Alexandre Vilas Boas Farias e Henrique Vilas Boas Farias, processaram Basques por ter, “de forma leviana e irresponsável”, imputado à médica a prática de crimes. Eles alegam que o professor incorreu nos delitos de injúria e difamação, tipificados nos artigos 138 e 140 do Código Penal. Os advogados pedem uma indenização de R$ 50 mil.

Leia mais: “A lavagem cerebral nas salas de aula”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 108 da Revista Oeste

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33 comentários Ver comentários

  1. Se eu fosse proprietário da Escola Avenues, esse educador já estaria procurando emprego. Certamente com tantas qualidades não teria a mínima dificuldade em obter colocação nos melhores colégios do país.

  2. Um vagabundo desse lecionando para os filhos da “elite paulista”. Uma escola que cobra o absurdo que cobra e não tem critério para admitir professores em seus quadros.

    1. Como esse sujeito, tem milhões no Brasil. E o pior é que acreditam no que pensam e do alto de sua soberba julgam duramente os outros. O empodetamento de gente assim é um perigo para a sociedade democrática.

  3. Formado em mentira e arrogância por Harvard. Se a escola tem alguma decência, deveria demiti-lo. Escola não é lugar para militância politica.

  4. Pior que a esquerda deverá lançar o professor agressor a candidato.
    Eles escolhem os maiores deturpadores e ladrões para ser candidatos.
    Bolsonaro reeleito com 80% colocará mais 2 cristãos no stf, mais juízes no stj, também terá a maioria de senadores, deputados e governadores estaduais.

  5. A figurinha em pauta diz ter especialização em Harvad, USP, e outras coisitas mais, porém se cair de quatro não levanta mais.kkkkkkkkk.

  6. Vai ver que o recepcionista nem tinha diploma de Harvard! Como se atreveu a dirigir a palavra ao basbaque? É preciso bom senso ou o porte de arma estendido se estenderá!

  7. Somos os culpados… estamos transigindo e permitindo que tipos desqualificados e acríticos se aproximem de nossos filhos… estão sendo doutrinados por gente dessa laia e seus pensamentos e ações, no futuro, serão balizados por esses “fessôres”. Triste projeto de futuro para as próximas gerações.

  8. Tem gente que vem ao mundo só para aborrecer as outras pessoas.
    Se houve maus-tratos contra o auto-intitulado “doutor em Harvard”, como ele alega, com certeza não foi racismo, foi devido à sua impertinência e chatice.

  9. Quem emprega esse “tipinhos” esquerdalhas…correm o sério risco de terem dissabores no trato dessas “criaturas”.
    BOBOS DE QUEM EMPREGA ESSE TIPOS PTralhas que são SUPER FÁCEIS de identificar pelas vestes, apetrechos, falas e comportamento.

  10. “O processo foi aberto em 2 de outubro de 2018. Até o momento, Basques não foi encontrado para responder à Justiça.”
    Podem reescrever… “Até o momento, Basques não havia sido encontrado…” Agora já se sabe onde o acusado trabalha..
    Na boa.. eu nem gosto de classificar esse tipo de atitude por ser de alguém da esquerda, por mais que pessoas desse espectro político concordem com a atitude desse pseudo professor…. Isso é a prova do ser humano baixo que ele é.
    Amigos meus de esquerda não se comportam assim.

    1. Olá, Fabrício. Obrigado pelo comentário.

      A construção correta é a que está no texto: “Até o momento, Basques não foi encontrado para responder à Justiça”.

      Por quê? Porque o sujeito aparecer publicamente não significa que respondeu à Justiça.

      Bom tê-lo aqui. Volte mais vezes.

      Abraço!

  11. Vagabundo. Desqualificado. Como que uma figurinha patética como essa é contratada para ser professor em uma escola, que, ao que consta, cobra uma fortuna dos pais. será que esta está se especializando em doutrinar alunos em vez de ensinar:

  12. Professor esquerdopata e barraqueiro que se acha um intelectual… Já tem pré-requisitos para ser candidato a alguma coisa por partidecos como PT, PSOL, PCdoB, etc….

  13. Atenção familiares e amigos do tal Basques : Ajudem esse menino, sugiram um tratamento psicológico urgente. O cara tem “pobrema”.

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