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Brasil

Relator afirma que voto auditável é 'aprimoramento das instituições'

Apesar de manobras da oposição, Filipe Barros confia em aprovação do relatório na comissão especial da Câmara antes do recesso parlamentar

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, exibido pela RedeTV! nesta terça-feira, 6, o deputado Filipe Barros (PSL-PR), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto auditável (PEC 135/2019), afirmou que a medida significaria um avanço do sistema de votação e da própria democracia brasileira. Segundo ele, apesar da resistência no Congresso, é possível aprovar o texto na comissão especial da Câmara que discute o tema ainda antes do recesso parlamentar.

Silvio Navarro, repórter especial de Oeste, e Rodrigo Constantino, colunista da revista, participaram da entrevista. O programa é apresentado por Luís Ernesto Lacombe e também conta com a participação da jornalista Amanda Klein.

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“[O voto auditável] É o aprimoramento das instituições democráticas do nosso país. No meu relatório, colocamos aquilo que entendemos, junto com especialistas que ouvimos na comissão especial, como necessário: a evolução das ultrapassadas urnas de primeira geração, que utilizamos em nosso país, para as urnas de segunda e terceira gerações”, afirmou Barros. “Após o término da votação, imprime-se uma cédula em que consta os nomes dos candidatos em que o eleitor votou. […] Se o eleitor chega à conclusão de que aquilo não foi o que ele votou na urna, ele tem a possibilidade de cancelar aquela cédula. O eleitor vota mais uma vez e confirma, e a cédula vai para uma urna indevassável”, explicou. 

Leia mais: “Líderes trocam parlamentares em comissão para barrar o voto auditável”

Em relação às manobras da oposição na comissão especial para tentar barrar o andamento da proposta, o relator da PEC admite que “houve uma mudança de cenário”, com uma resistência maior dos oposicionistas. “Isso é um fato. Faz parte do jogo. Mas tenho tido conversas com representantes de cada partido, ressaltando que essa não é uma pauta de A ou B, mas do Parlamento brasileiro”, disse. “O Congresso brasileiro já aprovou o voto impresso por três vezes. Infelizmente, a nossa Suprema Corte declarou inconstitucional. Por isso, optamos por uma PEC.  Acho que é possível chegarmos a um consenso em relação à aprovação da matéria.”

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Barros lembrou que, em passado recente, partidos e parlamentares que hoje se opõem ao voto auditável defenderam o projeto no Congresso. “Todos os partidos políticos, do PT ao DEM, do PSOL ao PSL, já fizeram a orientação ‘sim’ às suas bancadas”, destacou. “Infelizmente, hoje vemos essa politização de um tema que é acadêmico, científico. A evolução da tecnologia nos sistemas eleitorais é um debate científico.”

CRÍTICAS AO TSE

Durante a entrevista, Barros criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cujo presidente, ministro Luís Roberto Barroso, já se manifestou publicamente de forma contrária ao voto auditável.

Leia mais: “Mourão defende voto auditável: ‘Não vejo problema’”

“O TSE simplesmente não escuta nossa comunidade acadêmica. Nossas urnas são vulneráveis e ultrapassadas”, afirmou o deputado. “Nós precisaremos em algum momento rever o formato da Justiça Eleitoral.”

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6 comentários
  1. Mantovani

    Essa esquerdalha filha da p*** sabe que, com o voto auditável, jamais ganhará outra eleição.

  2. José Renato Santana Borges
    José Renato Santana Borges

    Quem não quer voto auditável deseja e vai fraudar a eleição. Simples assim.

  3. Roberto Fakir
    Roberto Fakir

    O problema está nos componentes desse STF , hoje chamado de Instituto Lula. Esses ministros e ministras não tem vergonha na cara. Envergonham nosso povo. Rasgam sistematicamente nossa constituição. Quando pedem o FECHAMENTO desse tribunal que depois de Lula virou uma espelunca com toda espécie de gente esquisita travestidos de ministros e ministras, chamam isso de antidemocratas ou fascistas. Antidemocratas e fascistas são aqueles que negam nossa constituição Federal.

  4. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Politicos contrários à transparência na apuração das eleições não devem ser votados.

  5. Ricardo Luiz Rocha Cubas
    Ricardo Luiz Rocha Cubas

    O voto impresso se não for contado na própria sessão eleitoral, em uma amostra aleatória de 2% das urnas, logo após o encerramento da votação também poderá ser fraudado. Existe proposta ALTERNATIVA ao Voto Impresso que garante 95% de confiança ao resultado das eleições, com 1% de margem de erro e com custos mínimos, se forem adotados os procedimentos sugeridos nesse vídeo do Canal OBTJ -> https://youtu.be/ebVV0EldkOY. Nada mais é que um teste de integridade em tempo real a ser realizado no dia das eleições em apenas 2% das urnas. Valeria muito a pena divulgar essa ideia. OUTRA VANTAGEM, não depende de Emenda Constitucional para ser aprovada, só de Lei Ordinária.

  6. Lucio Sattamini
    Lucio Sattamini

    Reformular o TSE sim. Os caras lá tem que ser eleitos. Nada de juiz ‘profissional’. Aquilo é um leilão, quem paga mais leva.

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