Saúde volta a negar prejuízo a São Paulo na distribuição de doses

Representantes da pasta disseram que o programa de imunização não segue 'lógica proporcional' de acordo com a população
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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participa de entrevista coletiva da pasta
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participa de entrevista coletiva da pasta | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista coletiva que contou com a participação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta quarta-feira, 18, o Ministério da Saúde voltou a negar que tenha prejudicado alguns Estados, como São Paulo, na distribuição de doses de vacinas contra a covid-19.

O governador paulista, João Doria (PSDB), vem acusando a pasta de não ter entregado cerca de 228 mil doses do imunizante da Pfizer ao Estado. A pasta reiterou que  a determinação do governo federal é distribuir as doses de forma proporcional à evolução do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e não pela população de cada Estado, justamente para evitar disparidades.

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“O plano [de imunização] não seguiu e não se propôs a seguir uma lógica proporcional à quantidade de população de cada unidade da Federação. E, sim, a uma lógica proporcional correspondente aos grupos prioritários”, explicou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz.

“Quando finalizamos a vacinação dos grupos prioritários, precisamos tirar uma fotografia do país. Não há uma alteração de metodologia. Há, de fato, um ajuste na distribuição para que a gente continue perseguindo essa lógica dos grupos prioritários”, afirmou. Segundo Cruz, “não haverá nenhum prejuízo na distribuição da segunda dose” para nenhum Estado do país.

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“Precisamos agora ajustar para que a gente faça uma distribuição mais equânime para todo o país. Para que todos os Estados tenham a oportunidade, de forma equânime, de avançar na vacinação de todos os adultos”, disse o secretário.

Antecipação de doses

O ministro Marcelo Queiroga voltou a falar na possibilidade de antecipar o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer. Atualmente, esse prazo é de 90 dias.

“Agora que conseguimos atingir um percentual muito grande de brasileiros vacinados com a primeira dose, estamos estudando alterar o intervalo entre as doses de vacinas como a da Pfizer. Nós avançaremos, assim, em relação à segunda dose”, afirmou Queiroga.

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O ministro disse ainda que o país enfrenta um momento melhor em relação à pandemia, na comparação com o pico registrado entre março e abril. “Temos uma média móvel de 800 óbitos por dia. É claro que é um número que nos preocupa. Não estamos aqui comemorando, mas já é um alento de que as políticas públicas conduzidas pelo Ministério da Saúde têm sido bem sucedidas”, afirmou.

Terceira dose

Em relação à possível aplicação de uma terceira dose das vacinas contra a covid-19, o ministro disse que “ainda não há uma evidência científica sólida a respeito” de como isso deve ser feito.

“A gente vai começar por grupos prioritários. De novo, profissionais de saúde, os mais idosos”, afirmou Queiroga. “Estamos planejando para que, no momento em que tivermos todos os dados científicos, número de doses suficientes, já possamos orientar o reforço dessa vacina, em relação a todos os imunizantes disponíveis.”

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