Doria afirma que Saúde ainda não entregou doses da Pfizer: ‘Prometeu e não cumpriu’

Governador de São Paulo voltou a cobrar a pasta comandada pelo ministro Marcelo Queiroga
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Vacinas da Pfizer estão no centro da polêmica entre o governo de São Paulo e o Ministério da Saúde
Vacinas da Pfizer estão no centro da polêmica entre o governo de São Paulo e o Ministério da Saúde | Foto: Reprodução/Pfizer

Durante a entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, 11, no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a cobrar o governo federal. Segundo ele, o Ministério da Saúde ainda não entregou 228 mil doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech que estariam previstas para o Estado.

“A resposta é não. O Ministério da Saúde não enviou as doses que prometeu enviar a São Paulo. Descumpriu o acordo feito verbalmente comigo e com o doutor Jean [Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde] pelo ministro Marcelo Queiroga. Não cumpriu e não entregou as 228 mil doses. Nem 228 mil, nem 220 mil, nem 50 mil. Nada, absolutamente nada”, disse o tucano.

Leia mais: “Doria afirma que Saúde não entregou 50% das doses da Pfizer: ‘Decisão arbitrária’”

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Dirigindo-se diretamente ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, Doria completou: “Ministro, aprendi com o meu pai que é feio mentir. É feio prometer e não cumprir”.

Gorinchteyn fez coro ao discurso do tucano. “Nós não aceitaremos. A proporcionalidade [na entrega das doses] já é histórica e sempre fez a composição dentro do PNI [Programa Nacional de Imunizações]. Ela não pode ser mudada de forma abrupta, unilateral, sem que possamos ter previsibilidade”, disse.

Leia também: “Governo de SP aciona Justiça contra Ministério da Saúde”

Ministério nega prejuízo a SP

Como Oeste informou na semana passada, o Ministério da Saúde se manifestou negando qualquer tipo de prejuízo ao Estado de São Paulo na distribuição das doses da Pfizer. Segundo a pasta, a determinação do governo é distribuir as doses de forma proporcional à evolução do PNI, e não pela população de cada Estado, justamente para evitar disparidades.

“Não há um porcentual fixo de distribuição de doses por Estado. Esse porcentual de doses evolui à medida que a gente evolui no PNI. Ele é construído numa lógica para imunizar a população com maior risco de contaminação, internação e óbito, os grupos prioritários”, explicou o secretário-executivo do ministério, Rodrigo Cruz. “Nenhum Estado é prejudicado quando a gente estabelece uma pauta de distribuição. Sempre me coloco à disposição para tirar eventuais dúvidas que venham a ocorrer.”

Leia também: “Saúde rebate Doria e afirma que ‘nenhum Estado é prejudicado’ em distribuição de doses”

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10 comentários

  1. Na prática, Sr. Governador estressadinho, quando vai revogar o decreto da focinheira maldita? Vacina é só pra encher o seu bolso de dinheiro, não é mesmo? Na prática, o que vai mudar?

  2. Acho que este tipo de discurso só piora a imagem do Doria. Entendo que a prioridade do MS é do país como um todo e não de um estado. Da minha parte entendo que o MS está correto

  3. Ué mas não era ele o salvador da pátria com a vachina dele?… Agora quer colocar nos outros a responsabilidade por seus atos… É um canalha mesmo…

  4. Se preocupe em governar o Estado que você quebrou, anistie as dividas você e o prefeiteco ai, abriram negociações de dividas e estão dando desconto, depois de fechar e manter todos presos em casa vergonha total.

  5. Pensar que como ex tucano acompanhei esse mau caráter Doria desde as prévias do PSDB. Que vergonha, mais acentuada ainda quando o vejo o “diplomata” FHC mesmo após escrever seus “diários da presidência”, próprios para publicar post mortem, é ressuscitado para liderar campanhas contra o governo Bolsonaro, unindo-se a Lula e assemelhados.

  6. Se arrependimento matasse, o estado de SP estaria dizimado.
    Doria tem que fazer um teste de popularidade, sair desfilando no viaduto do Cha pra ver o que acontece.

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