10 mentiras da campanha da CUT contra as privatizações

A 'Revista Oeste' analisou as peças publicitárias e o conteúdo divulgado no 'site' da entidade sindical
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As peças publicitárias são falaciosas do começo ao fim
As peças publicitárias são falaciosas do começo ao fim | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

“Não deixem vender o Brasil.” Esse é o slogan da campanha que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) está promovendo nos veículos de comunicação. A ideia é “sensibilizar” a população brasileira acerca dos “malefícios” das privatizações, segundo a entidade. As peças publicitárias são falaciosas do começo ao fim. Por isso, a Revista Oeste selecionou 10 mentiras sobre a mensagem do material da CUT.

Leia também: “Para que serve a Petrobras?”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 49 da Revista Oeste

Confira

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1) Vender estatais é ruim.  Pelo contrário. Privatizar significa que o país seguirá dinamizando sua economia e evitará corrupção. Em linhas gerais, os ativos da empresa se valorizam em razão do interesse da iniciativa privada. Ou seja, o que valia menos passa a valer mais. Em 1997, a mineradora Vale foi vendida. Depois disso, seu lucro saltou de US$ 325 milhões para US$ 1,5 bilhão em 2003.

2) Estatais são “estratégicas”.  Nas mãos da iniciativa privada, os serviços oferecidos melhoram consideravelmente. Antes de o setor de telefonia ser desestatizado, em 1998, havia pouco mais de 22 milhões de linhas no Brasil (entre telefones fixos e celulares). Hoje, só de smartphones existem mais de 230 milhões de aparelhos ativos no país; somem-se a isso 180 milhões de computadores pessoais.

3) Empresas públicas são lucrativas.  Reportagem da Revista Oeste mostrou que, nos últimos dez anos, 46 empresas públicas consumiram R$ 190 bilhões do seu dinheiro. Quantia essa que poderia ter sido usada para o combate ao coronavírus. São peças que não se encaixam em uma economia de mercado. A estatal do trem-bala, por exemplo, sempre foi deficitária, e o Brasil não tem o produto que ela oferece.

4) A maioria dos brasileiros é contra desfazer-se de companhias públicas.  Pesquisa feita pelo Instituto Paraná, em 2019, mostra que 53,3% dos entrevistados apoiam a venda da totalidade ou de uma parte das estatais brasileiras, e só 41,5% foram contra. Entre os entrevistados com ensino superior, esse número chegou a 71,8%, ainda segundo o levantamento encomendado pela Revista Crusoé.

5) Em tempos de crise, a privatização beneficia um grupo pequeno de pessoas.  Em 2020, antes de o vírus chinês desembarcar no Brasil, o governo federal previa arrecadar R$ 150 bilhões com a venda de estatais. Em síntese, menos dinheiro dos pagadores de impostos encaminhado a essas companhias, cujos funcionários recebem altíssimos salários, incompatíveis com os da iniciativa privada.

6) A Casa da Moeda privatizada fará com que o Brasil perca o controle do real.  O governo fica desobrigado de imprimir dinheiro (e de arcar com outras despesas) e se torna fiscalizador do processo. O Banco Central teria a competência de determinar quanto seria impresso e o Ministério da Economia acompanharia a produção. Além disso, o Estado fica menos “tentado” a inflacionar preços.

7) Privatizar a Eletrobras não é uma boa ideia.  No fim de 2018, o prejuízo da estatal foi de R$ 22 bilhões. Naquele ano, Michel Temer encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei de privatização, Hoje, a medida encontra-se tramitando nas duas Casas. Se ela passar, a expectativa de arrecadação é de R$ 25 bilhões. O governo quer dinheiro para o caixa da empresa e para recuperar sua capacidade de investimento.

8) O governo tem de deter o monopólio do petróleo.  “A Petrobras é responsável pelo atraso que proíbe as empresas privadas de explorar qualquer área promissora”, observou J. R. Guzzo, em artigo publicado na Edição 49 da Revista Oeste. Segundo ele, a Petrobras não tem dinheiro para fazer tudo sozinha. E, sem capital privado, não há como aumentar a produtividade.

9) Os Correios têm de controlar o setor de correspondência.  A estatal acumulou prejuízo de R$ 3,9 bilhões entre 2013 e 2016. Boa parte do passivo da empresa se deve aos planos de Previdência, que já foram alvo de corrupção. Para o governo, a companhia não conta com o dinamismo de que o setor precisa atualmente, muito menos tem a União capacidade fiscal para suportar os investimentos.

10) As cores da bandeira do Brasil.  Segundo o vídeo da CUT, as cores da bandeira significam: a) verde, as matas; b) o amarelo, a riqueza do solo; c) o azul, o céu e as águas. Contudo, os significados originais da bandeira brasileira são: a) verde é a cor da casa de Bragança, a família de dom Pedro I; b) amarelo é a cor da casa de Lorena, à qual pertencia a esposa de dom Pedro I, dona Leopoldina; c) azul representa a esfera armilar.

Veja os vídeos da campanha

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