A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) pretende atuar diretamente nos Estados Unidos para tentar impedir ou reduzir os efeitos da tarifa de 25% anunciada pelo governo norte-americano sobre produtos do setor.
A entidade participará das consultas públicas abertas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que receberá manifestações até 1º de julho. O órgão também realizará uma audiência pública em 6 de julho, antes da decisão final prevista para 15 de julho.
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Segundo o presidente-executivo da Abimaq, José Velloso, o objetivo será demonstrar às autoridades norte-americanas que a medida não possui justificativa econômica e pode gerar prejuízos para empresas dos próprios Estados Unidos. As informações são do jornal a Folha de S.Paulo.

Setor questiona justificativa econômica da medida
De acordo com Velloso, a indústria já acompanhava os sinais emitidos por Washington e considerava possível o anúncio da tarifa. Ainda assim, a avaliação da entidade é que a medida não se sustenta do ponto de vista comercial.
A Abimaq argumenta que os Estados Unidos mantêm superávit no comércio de máquinas e equipamentos com o Brasil. Na prática, os fabricantes norte-americanos vendem mais ao mercado brasileiro do que compram das empresas nacionais.
A tarifa faz parte da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil. Se confirmada ao fim do processo, a medida elevará o custo das máquinas brasileiras exportadas para o mercado norte-americano, principal destino externo dos produtos do setor.
Segundo a entidade, 82% das exportações brasileiras de máquinas para os Estados Unidos ocorrem em operações entre empresas do mesmo grupo econômico.
Outro argumento que será levado pela Abimaq envolve a concorrência internacional. A avaliação da entidade é que a sobretaxa pode reduzir a diferença de competitividade entre fabricantes brasileiros e chineses no mercado norte-americano.
Atualmente, empresas chinesas enfrentam tarifas próximas de 30% para exportar máquinas aos Estados Unidos. Com a aplicação de uma taxa de 25% sobre os produtos brasileiros, a distância entre os dois concorrentes diminuiria significativamente.
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