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Economia

Banco Central eleva taxa básica de juros para 15% ao ano

O Comitê de Política Monetária destaca que as expectativas de inflação seguem acima da meta

Com aumento da Selic, bancos querem elevar teto de juros do consignado | banco central
Sob comando de Gabriel Galópolo, Copom aumentou de novo a taxa Selic | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, no início da noite desta quarta-feira, 18, a decisão de elevar — mais uma vez — a Selic, a taxa básica de juros do país. Agora, o índice será de 15% ao ano, maior patamar desde 2006.

A decisão desta quarta-feira marca o sétimo aumento consecutivo da Selic. A elevação desta vez foi de 0,25 ponto porcentual.

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Em comunicado oficial, o Banco Central informa que o aumento da taxa básica de juros ocorre em razão de expectativas nada animadoras em relação à inflação do Brasil. Conforme a edição mais recente do Boletim Focus, levantamento semanal com agentes do mercado financeiro, a projeção é a de que a inflação encerre 2025 em 5,25% — acima da média, que é de 4,5%.

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“O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”, afirma a equipe do Copom. “Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado.”

O Copom sugere, entretanto, interromper o ciclo de alta dos juros para analisar os impactos de suas últimas decisões. O colegiado reforça a necessidade de assegurar a estabilidade de preços no país.

Nova alta dos juros com Galípolo no comando do Banco Central

Projeção do mercado para inflação cai pela 5ª semana seguida
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em audiência no Senado | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A decisão desta quinta-feira representa mais uma alta na taxa básica de juros com Gabriel Galípolo no comando do Banco Central e, consequentemente, do Copom. Ele foi a escolha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para substituir Roberto Campos Neto.

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Sob a gestão de Campos Neto, Lula e demais integrantes do PT criticavam publicamente as decisões do Banco Central em relação à Selic. Com Galípolo, a postura de petistas mudou.

O próprio Galípolo votou favoravelmente à alta de juros. A decisão do Copom, aliás, se deu de forma unânime. Além do presidente do Banco Central, os seguintes membros do colegiado votaram para a elevação em 0,25% ponto porcentual: Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.

Leia também: “Irresponsabilidade extrema”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 261 da Revista Oeste

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