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Economia

Banco Central sobe taxa básica de juros para 9,25% ao ano

Aumento de 1,5 ponto percentual na Selic, o sétimo consecutivo, já era esperado pelo mercado

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A nova cédula foi anunciada há cerca de um mês pelo Banco Central | Foto: GIL FERREIRA/AGÊNCIA CNJ

O Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira, 8, a elevação da taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) de 7,75% para 9,25% ao ano. A decisão, tomada por unanimidade, já era esperada pelo mercado.

Trata-se do sétimo aumento consecutivo na Selic determinado pelo Copom. Este também é o maior patamar dos juros em pouco mais de quatro anos, desde julho de 2017, quando a taxa estava em 10,25% ao ano.

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O objetivo do BC é assegurar a inflação do ano que vem dentro da meta estipulada pelo governo, de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Nos três últimos encontros do Copom, a elevação da Selic foi de 1 ponto porcentual (nos dois primeiros) e de 1,5 ponto percentual (no último).

Segundo os analistas do mercado, a expectativa é que a taxa básica de juros continue subindo nos próximos meses. Segundo a última edição do Boletim Focus, do BC, divulgada no início desta semana, as projeções apontam para a Selic em 11,25% ao ano no fim de 2022.

Mais cedo, ainda à espera da decisão do Copom, o dólar encerrou a sessão desta quarta em queda de 1,49%, negociado a R$ 5,53. Este foi o menor patamar de fechamento desde o dia 17 de novembro (R$ 5,52) e o maior recuo diário desde 11 de novembro (-1,8%).

Inflação

Ainda de acordo com o Boletim Focus, o mercado financeiro já projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, ficará acima de 5% em 2022.

As projeções para a inflação do ano que vem subiram de 5% para 5,02% — foi o 20º aumento semanal consecutivo. Em 2022, a meta central de inflação é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

Para 2021, a estimativa do mercado passou de 10,15% para 10,19%, o que corresponde à 35ª alta seguida. O centro da meta de inflação para este ano é de 3,75% e, pelo sistema vigente no país, ela será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25% neste ano.

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