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Economia

Benefício de transição do Bolsa Família deixará de ser pago em junho

Criado com duração limitada, o auxílio começou a ser pago em 2023; fim dos repasses atinge os beneficiários do extinto Auxílio Brasil

Bolsa Família
Em abril, o Bolsa Família transferiu cerca de R$ 13,7 bilhões a pouco mais de 20,4 milhões de famílias | Foto: Foto: Lyon Santos/MDS

O Benefício Extraordinário de Transição (BET), estabelecido para famílias que tiveram redução no valor do Bolsa Família em comparação ao Auxílio Brasil, deixará de ser pago a partir do próximo mês.

Essa medida está em conformidade com o decreto n° 12.064/2024, que definiu a data-limite para os pagamentos.

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O BET começou a ser pago em junho de 2023 e foi planejado para ter uma duração limitada até maio de 2025. O período coincide com o ciclo de 24 meses do Cadastro Único, que determina a atualização cadastral das famílias beneficiadas.

O que é o BET?

Auxílio Brasil
Auxílio Brasil, programa de assistência do governo Bolsonaro; BET foi criado para garantir o pagamento do piso // Foto: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

Atualmente, cerca de 166 mil famílias, ou 0,8% do total atendido, recebem o Benefício de Transição do Bolsa Família.

Criado no início do governo Lula, o mecanismo foi implementado para manter, de forma provisória, o piso de R$ 600 pago pelo Auxílio Brasil. O programa foi instituído na gestão de Jair Bolsonaro.

À época, o governo Lula anunciou que a diferença seria eliminada gradualmente até o enquadramento completo nas novas regras do Bolsa Família.

Estatísticas do Bolsa Família

Em abril, o Bolsa Família transferiu cerca de R$ 13,7 bilhões a pouco mais de 20,4 milhões de famílias, com um benefício médio de R$ 668,73, pago de forma escalonada conforme o Número de Identificação Social (NIS). Para ter acesso ao programa, basta comprovar renda per capita de até R$ 218 mensais.

A gestão cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social, com repasses feitos pela Caixa Econômica, que centraliza os pagamentos via aplicativo ou caixas eletrônicos. O modelo atual garante um piso de R$ 600 mensais, complementado por adicionais como R$ 150 para crianças de até seis anos e R$ 50 para adolescentes, gestantes e crianças entre sete e 12 anos.

O Benefício de Renda de Cidadania adiciona R$ 142 por pessoa, enquanto o Benefício Complementar cobre eventuais diferenças até o piso.

Na prática, o programa mantém a complexidade de repasses fragmentados e continua operando como política de transferência de renda direta, sem mudanças estruturais para reduzir a dependência das famílias em situação de pobreza.

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3 comentários
  1. Rosely M G Goeckler
    Rosely M G Goeckler

    Há famílias que recebem há mais de 10 anos!

    Deveria haver um prazo! Muita gente nem pensa em trabalhar porque recebe o beneficio! Um verdadeiro absurdo

    Não à toa temos o “baixo desemprego”! Não trabalham e não são chamados computados nas taxas de desemprego

  2. MIGUEL ALEXANDRE
    MIGUEL ALEXANDRE

    Política de transferencia de renda ? Ou para viabilizar fraudes?… E o Brasil ainda resiste…

  3. Christian
    Christian

    Deveriam colocar prazo de 6 meses patra o Bolsa Família.
    Isto está quebrando o Brasil…!

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