O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, ressaltou que a falta de eficiência na produção das empresas nacionais ameaça o controle dos preços e sabota os efeitos da política de juros. O chefe da autoridade monetária afirmou que o país registra recorde na renda e desemprego na mínima, mas patina na capacidade de gerar riqueza real. O diagnóstico foi apresentado de forma remota nesta quarta-feira, 3, durante o Fórum de Lisboa, em Portugal.
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A cúpula do BC enxerga a modernização tecnológica como saída para destravar o crescimento nacional. Galípolo defendeu a presença da inteligência artificial nas cadeias produtivas para aliviar a pressão inflacionária. O economista, que participou do painel do evento apelidado de “Gilmarpalooza”, organizado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, aposta que a automação pode devolver o fôlego à indústria e conter a carestia.
Juros elevados tentam segurar consumo e reajustes
O comitê de ministros e técnicos tenta frear o consumo aquecido por meio da taxa básica de juros, a Selic, mantida atualmente em 14,5% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) realizou dois cortes de 0,25 ponto porcentual na taxa, mas o prolongamento da guerra no Oriente Médio travou novos recuos. Os diretores do banco se reúnem novamente nos dias 16 e 17 de junho para reavaliar o custo do crédito.
A projeção dos analistas revela que a Selic deve fechar o ciclo anual em 13,25%. As taxas elevadas encarecem os financiamentos e estimulam a poupança, embora reduzam o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Para os anos de 2027 e 2028, a expectativa do mercado é que o juro básico caia progressivamente para 11,25% e 10% ao ano.
Boletim Focus projeta estouro no teto da inflação
A falta de produtividade criticada por Galípolo coincide com a piora das expectativas econômicas em Brasília. O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta semana elevou a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,04% para 5,09%. O avanço marca a 12ª subida consecutiva do indicador, empurrado pela alta mundial dos combustíveis e pelo encarecimento dos alimentos, estourando o limite de tolerância de 4,5%.
As instituições financeiras revisaram a estimativa de expansão do PIB brasileiro deste ano de 1,89% para 1,9%. No primeiro trimestre, a economia avançou 1,1% sob o impulso da agropecuária, que garantiu o quinto ano seguido de alta na produção nacional. A pesquisa semanal Focus manteve a previsão para a cotação do dólar em R$ 5,16 para o encerramento do ano corrente.
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Mas não tem inovação tecnológica que faça destravar a economia brasileira com um governo de Lulu e seus urubus.
Gastos elevados do governo não tem culpa nenhuma. Presidente do BC virou político? Botou a culpa nas empresas e livrou a cara do governo?