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Economia

BRB repete Correios e gasta dinheiro com patrocínio

Banco público fecha acordo em aeroporto enquanto enfrenta prejuízos bilionários

BRB e Correios: exemplos de má gestão pública | Foto: Montagem sobre reprodução/EBC
BRB e Correios: exemplos de má gestão pública | Foto: Montagem sobre reprodução/EBC

Em meio à crise provocada pela compra de ativos problemáticos do Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) assinou um contrato de R$ 58,3 milhões para patrocinar a área VIP do Aeroporto Internacional de Brasília.

O acordo, com validade de 36 meses a partir de 1º de março de 2026, prevê o acesso e uso dos serviços da sala VIP por clientes do banco. Do total, R$ 29,1 milhões serão pagos pelo BRB e outros R$ 29,1 milhões pela BRB Card.

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BRB: rombo de R$ 8 bilhões

A contratação ocorre no momento mais delicado da instituição, que precisa levantar ao menos R$ 8 bilhões para cobrir prejuízos relacionados a operações com o Banco Master, alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

Quando o contrato entrou em vigor, o banco articulava a aprovação, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, de um projeto que transferiu nove imóveis públicos para auxiliar na capitalização da instituição. A proposta foi aprovada dois dias depois, em 3 de março.

Leia também: “Lobby e a feira de consciências”, reportagem publicada na Edição 314 da Revista Oeste

A operação de marketing remete ao comportamento recente dos Correios, que, mesmo diante de restrições financeiras, mantiveram investimentos em patrocínios institucionais. A estatal retomou aportes em eventos e ações de visibilidade como parte de uma política de fortalecimento de marca — movimento que, à época, também gerou críticas.

Em nota, o BRB afirmou, segundo o site Metrópoles, que o contrato representa uma renovação. A empresa classificou a iniciativa como uma ação estratégica de relacionamento com clientes. Segundo o banco, o investimento mensal é de R$ 1,6 milhão e está “em linha com as práticas de mercado”.

A instituição também declarou ter capacidade financeira para arcar com o contrato e sustentou que a medida contribui para fortalecer o portfólio, ampliar receitas e consolidar o posicionamento da marca no setor.

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