Durante o depoimento do diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino, no contexto da Operação Compliance Zero, houve tensão em razão de um questionamento encaminhado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O episódio ocorreu durante a oitiva conduzida pela delegada Janaína Palazzo, responsável pela investigação, que destacou a importância da colaboração do BC para subsidiar tanto a apuração administrativa quanto a investigação criminal da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master.
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Em determinado momento, a delegada leu a questão de Toffoli, que indagava se, depois da liquidação, o BC adotaria novas medidas em relação ao Master. O advogado que acompanhava Aquino manifestou objeção.
“Desculpe, Excelência”, irrompeu o advogado. “A pergunta parece um tanto quanto vaga e especulativa. O colega inquirido fala sobre fatos e medidas que o banco pode potencialmente adotar; não são medidas tomadas apenas por ele, pois existe uma diretoria colegiada, e são ações que dependem de avaliações.”
“Talvez Vossa Excelência possa especificar algum aspecto que causa particular preocupação sob o qual o inquirido pode trazer elementos mais concretos”, prosseguiu o advogado.
Juiz mantém pergunta de Toffoli
Depois da questão levantada pelo advogado, a delegada passou o papel com a pergunta ao juiz Carlos Vieira Von Adamek, que, até aquele momento, não aparecia na gravação. Adamek atua como auxiliar de Toffoli no STF.
Depois de reler o questionamento, Amadek afirmou que a dúvida não era genérica e manteve a cobrança de resposta, enquanto o advogado pontuou seu registro quanto à imprecisão da indagação.
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No decorrer do depoimento, Ailton Aquino relatou que as fraudes atribuídas ao Banco Master, que envolviam a geração de créditos falsos, têm semelhanças com casos ocorridos em outras instituições financeiras liquidadas pelo Banco Central, como o Cruzeiro do Sul e o Econômico, que também enfrentaram consequências judiciais.









































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