O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, levou à Câmara dos Deputados as preocupações do setor sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1. Ele se reuniu nesta terça-feira, 28, com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), acompanhado por representantes de federações estaduais e associações empresariais.
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De acordo com a Agência de Notícias da Indústria, que divulgou as informações, Alban afirmou que o encontro abriu espaço para apresentar os impactos da medida e reforçar a necessidade do debate. “Buscamos sempre o diálogo para que as convergências possam acontecer”, disse.
O dirigente ressaltou que a indústria apoia melhorias na qualidade de vida dos trabalhadores, mas condiciona essas mudanças à sustentabilidade das medidas. Nesse sentido, quer que a redução da jornada avance apenas mediante análise detalhada das possíveis consequências econômicas e sociais.
“A redução de jornada de trabalho tem que ser uma conquista verdadeira”, argumentou Alban. “Ela tem que ser sustentada. E, para isso, nós temos que ter diálogo e entendimentos. Ficamos felizes com a possibilidade de conversar e de nos entender com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para que esse diálogo possa acontecer e possamos analisar com bastante tranquilidade a causa e o efeito do que vai ser essa conquista e que não compromete a nossa competitividade.”
Motta quer acelerar tramitação da PEC da escala 6×1
Segundo a Agência de Notícias da Indústria, Motta ouviu os representantes e informou que pretende ampliar o debate. O deputado alegou que outros segmentos produtivos também precisam participar da discussão.
“A minha condução foi a condução mais equilibrada possível”, disse Motta. “Eu penso que agora é o momento de negociar. É o momento de tratar de outros pontos que eu penso que podem ser tratados no âmbito da matéria para podermos, com isso, construir algo que seja palatável, que seja melhor absorvido pelo setor que emprega, porque não adianta conduzir essa matéria olhando só por um lado.”
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O parlamentar informou que vai pedir à comissão responsável pela análise da PEC que ouça a CNI. Ele mencionou o presidente do colegiado, Alencar Santana (PT-SP), e o relator, Léo Prates (Republicanos-BA), como responsáveis por conduzir essa interlocução.
O objetivo de Motta é acelerar a tramitação da PEC e levá-la ao plenário ainda em maio ou, no máximo, em junho, antes do recesso Legislativo. A proposta precisa ser aprovada em dois turnos, com 257 votos favoráveis.
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