Dados divulgados nesta quinta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) mostram que o índice que mede a confiança da indústria no país registrou queda pelo sexto mês consecutivo.
Em janeiro deste ano, o indicador recuou 1,7 ponto, para 98,4 pontos. Trata-se do menor patamar desde julho de 2020 (89,8 pontos), segundo a FGV.
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“O setor industrial inicia 2022 com queda disseminada da confiança entre os segmentos, pesando sobre esse resultado as incertezas em decorrência do aumento nos casos de covid-19, que tem levado a reduções no quadro de funcionários e à ampliação das restrições por países que sentiram o recrudescimento da pandemia”, analisa Claudia Perdigão, economista do Ibre-FGV. “Nesse sentido, tanto as perspectivas sobre o ritmo da atividade produtiva quanto sobre a evolução da demanda foram comprometidas.”
Essa sequência de quedas mensais não era observada desde 2014 — na época, foram oito meses seguidos de retração do índice.
“A redução gradual dos gargalos que vêm pressionando a indústria, como a escassez de insumos, pode colaborar para a recuperação do setor no decorrer de 2022”, afirma a economista.
O resultado de janeiro foi influenciado pela piora nas avaliações sobre o momento atual e também a respeito das perspectivas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual caiu 1,2 ponto, para 99,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas recuou dois pontos, para 97,1 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada, por sua vez, registrou crescimento de um ponto porcentual no período, para 80,7%, retornando ao nível de novembro de 2021.
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