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Economia

Copom quer manter política monetária de corte de juros

Instituição financeira alega que ainda há 'caminho longo' para o retorno da meta da inflação

Copom BC
O Copom reforçou ainda que mantém efirme compromisso com a convergência da inflação para a meta no horizonte | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central afirmou, na ata desta terça-feira, 7, que debateu a estratégia e a extensão de ciclos apropriados na política monetária, em um cenário global incerto.

Embora o comitê tenha considerado a “evolução do processo de desinflação”, disse que o processo desinflacionário tende a ser mais lento na atual conjuntura. Dentre os fatores mencionados no cenário atual estão as taxas de juros mais longas nos Estados Unidos e as novas tensões geopolíticas.

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Na quarta-feira 1º, quando houve a discussão da nova taxa de juros, o conselho reduziu a Selic em 0,5 ponto porcentual, pela terceira vez, levando a taxa de 12,75% para 12,25%.

Leia também: “Banco Central corta Selic em 0,5 ponto percentual pela terceira vez”

O Copom reforçou ainda que mantém “firme o compromisso com a convergência da inflação para a meta, no horizonte relevante, e reforça que a extensão do ciclo refletirá o mandato legal do Banco Central”.

“A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário, que tende a ser mais lento; e as expectativas de inflação, com reancoragem apenas parcial e um cenário global desafiador, demandam serenidade e moderação na condução da política monetária”, diz o texto. “O Comitê reforça a necessidade de perseverar com uma política monetária contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas — Art. 26.”

Copom diz que integrantes concordaram com corte ligeiro

Copom Banco Central
A instituição abordou tópicos pertinentes ao cenário econômico no 5º artigo de sua ata, como taxa de juros, taxa de câmbio e inflação | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Segundo o Copom, seus integrantes concordaram de forma unânime com a expectativa da manutenção de cortes de 0,50 ponto porcentual em futuras reuniões.

Os membros avaliaram que esse seria o “ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”.

O BC avaliou que houve progresso desinflacionário “relevante”, mas que “ainda há um caminho longo a percorrer para a ancoragem das expectativas e o retorno da inflação à meta”. Isso requer “serenidade e moderação” na condução da política monetária do país.

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A instituição financeira abordou tópicos pertinentes ao cenário econômico no 5º artigo de sua ata, como taxa de juros, taxa de câmbio e inflação.

“A trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio (dólar) parte de R$ 5, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC)”, afirmou a autarquia.

O BC mencionou o preço do petróleo, as projeções de inflação do Copom e a inflação de preços administrados de 2023 a 2025 (contrato ou monitorados).

Inflação

  • 4,7% para 2023;
  • 3,6% para 2024; e
  • 3,2% para 2025.

Inflação de preços administrados

  • 9,3% para 2023;
  • 5,0% para 2024; e
  • 3,6% para 2025.

Leia também: “Federal Reserve decide manter taxa de juros inalterada”

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