O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, reconheceu em recente depoimento à Polícia Federal que a instituição enfrentou uma crise de liquidez. A situação impediu a devolução imediata de R$ 12 bilhões ao Banco de Brasília (BRB). Segundo o empresário, o banco não tinha condições operacionais de recompor o valor depois do cancelamento de uma transação estruturada para reforçar o caixa.
De acordo com Vorcaro, segundo o jornal O Globo, o rompimento do acordo ocorreu de forma inesperada. Ele afirmou que o volume da transação com o BRB exigiria planejamento prévio para conversão em dinheiro, o que não aconteceu no curto prazo. Ainda assim, sustentou que o Master buscou alternativas para cumprir suas obrigações contratuais.
Receba nossas atualizações
Master: crise e questionamentos
A crise de liquidez está no centro das apurações sob condução da Polícia Federal. Investigadores revelam que o Master e seu controlador estruturaram uma operação para repassar ao BRB créditos bancários que, na prática, não existiriam. A manobra teria como objetivo ampliar rapidamente o caixa do banco.
Segundo a investigação, esses recursos seriam essenciais para garantir o pagamento de CDBs com vencimento no início de 2025. Com o cancelamento da operação, o banco perdeu uma fonte relevante de liquidez e passou a enfrentar dificuldades para recompor os valores.
Leia também: “A espada de Vorcaro”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 306 da Revista Oeste
Durante o depoimento, Vorcaro alegou que não houve intenção deliberada de fraude. Ele disse que o banco foi surpreendido pelo desfazimento da transação. Acrescentou que o retorno imediato dos recursos se mostrou dessa forma inviável diante da magnitude financeira do negócio. Como alternativa ao pagamento em dinheiro, o Banco Master transferiu ao BRB um conjunto de ativos financeiros.
Conforme a apuração, parte desses ativos era de baixa liquidez, o que dificultava sua conversão rápida em caixa e aumentava o risco da operação. Em acareação, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, confirmou que a entrega desses ativos foi a solução adotada para cobrir o rombo deixado pela operação frustrada. A estratégia, no entanto, não afastou as suspeitas levantadas pelos investigadores.
Vorcaro afirmou que, mesmo sob pressão, o banco manteve os compromissos com seus clientes. Segundo ele, até meados de novembro, todos os resgates e os pagamentos foram honrados, ainda que com dificuldades operacionais e necessidade de planejamento rigoroso.
+ Leia mais notícias de Economia na Oeste





































Alexandre de Moraes este psicopata e avarento, é um ser abominável, sem caráter, não tem conhecimento do limite entre o bem e o mal é um risco para a sociedade como é o caso da corrupção na politica, do corporativismo e da tirania.