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Economia

Déficit nas contas públicas pode atingir R$ 62 bilhões em 2024

Valor ultrapassa a meta fiscal, de quase R$ 30 bilhões

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, define meta de déficit com Lula
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante Reunião com as Lideranças dos Grupos de Engajamento do G20, realizada na segunda-feira — 11/11/2024 | Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

O mercado financeiro projeta um déficit de R$ 62 bilhões nas contas públicas para 2024, o que ultrapassa a meta fiscal, fixada em R$ 28,8 bilhões. Essa previsão foi revelada no relatório Prisma Fiscal, do Ministério da Fazenda, nesta quinta-feira, 14.

Inicialmente, a estimativa era de R$ 63,83 bilhões, mas foi ajustada para R$ 62 bilhões. Apesar da revisão, o valor ainda supera a expectativa da equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que buscava um déficit de R$ 28,3 bilhões.

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A meta de resultado primário foi definida em 0% do Produto Interno Bruto (PIB), com o objetivo de equilibrar receitas e despesas. Existe uma margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB, o que permite um saldo negativo de até R$ 28,8 bilhões.

A mediana das projeções do mercado financeiro sugere que o déficit primário excederá essa margem em R$ 33,2 bilhões, o que preocupa os economistas.

Especialista criticam medidas do governo para conter déficit

Segundo o site Poder360, especialistas criticam a lentidão do governo em implantar medidas para conter o aumento das despesas obrigatórias. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia prometido apresentar um pacote de revisão de gastos até 8 de novembro. Porém, a divulgação não ocorreu no prazo, o que aumentou a expectativa em torno das ações governamentais.

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Atualmente, a equipe econômica considera rever gastos com o benefício de prestação continuada (BPC), Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), seguro-desemprego e abono salarial.

Segundo Fernando Haddad, o conjunto de medidas para controlar o crescimento das despesas públicas deveria ter sido anunciado na semana passada.

Os agentes financeiros veem essas medidas como essenciais para garantir a sustentabilidade do marco fiscal, que substituiu o teto de gastos em 2023. As projeções do mercado mostram que o governo federal poderá falhar em atingir as metas fiscais não apenas em 2024, mas também nos anos seguintes, até 2027.

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