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Economia

Diesel sobe mais de 20% no Brasil desde início da guerra no Irã, diz ANP

A gasolina também registrou elevação, passando de R$ 6,28 antes do início dos confrontos para R$ 6,65 nesta semana

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Preço do combustível voltou a crescer no país | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os preços do diesel e da gasolina registram aumentos consecutivos no Brasil desde o início do conflito envolvendo o Irã, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira, 20. O diesel acumula alta de 20,4% e a gasolina subiu 5,9% no período.

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Na semana encerrada em 28 de fevereiro, o valor médio do litro do diesel era de R$ 6,03. Depois dos ataques realizados por Estados Unidos e Israel ao Irã, esse preço saltou para R$ 7,26 nesta semana, indicando impacto direto do cenário internacional no mercado brasileiro.

Impactos internacionais e reação do mercado

A gasolina também registrou elevação, passando de R$ 6,28 antes do início dos confrontos para R$ 6,65 nesta semana. Especialistas atribuem esse cenário à instabilidade provocada por ataques a instalações de petróleo e gás e à interrupção do tráfego no estreito de Ormuz, responsável pelo escoamento de 20% do petróleo global.

O valor do barril do petróleo Brent atingiu US$ 119 em duas ocasiões desde o início dos ataques, refletindo as turbulências no mercado. Na última semana, o aumento do diesel gerou mobilização entre caminhoneiros, mas, em assembleia na quinta-feira 19, as lideranças decidiram manter negociações em vez de promover greve.

Medidas do governo para conter a crise

O governo federal divulgou nesta sexta-feira, 20, uma tabela de preços para o programa de subvenção do diesel, integrando um pacote de ações que inclui subsídios a produtores e importadores, isenção de PIS e Cofins sobre o óleo diesel e criação de imposto de exportação de petróleo como resposta à crise.

Além dessas medidas, o Ministério da Fazenda sugeriu aos Estados a isenção do ICMS na importação de diesel durante dois meses, com compensação federal de 50% do custo. O impacto estimado é de R$ 3 bilhões para a União e igual valor para os Estados, com objetivo de garantir o abastecimento e reduzir obstáculos no fornecimento, diante de relatos de escassez em alguns Estados.

Leia também: “Raio-X de um governo taxador”, artigo de Anderson Scardoelli na Edição 275 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    QUANDO COMEÇAR A FALTAR DE VERDADE , QUE ESTÁ PRÓXIMO, A COISA VAI PEGAR PREÇO..DE VERDADE.
    A PRÓPRIA PRESIDENTE DA PETROBRÁS JÁ ADMITE ISSO !

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