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Economia

Economia brasileira recua em maio, diz Banco Central

Resultado negativo divulgado pela entidade surpreende analistas e põe fim a quatro meses de avanço

O relatório também inclui R$ 18 bilhões para a faixa 3 do programa Minha Casa, Minha Vida, além de R$ 3,6 bilhões destinados ao Vale-Gás | Foto: Reprodução/Flickr
Segundo o Banco Central, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que antecipa o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,7% em maio | Foto: Reprodução/Flickr

O ritmo da economia brasileira apresentou retração em maio, revertendo a sequência de quatro meses de crescimento e surpreendendo negativamente o mercado, conforme apontam os números do Banco Central divulgados nesta segunda-feira, 14.

Segundo o Banco Central, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que antecipa o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,7% em maio em relação a abril, considerando os ajustes sazonais. Analistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam estabilidade para o período.

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Na comparação com maio do ano passado, o IBC-Br teve alta de 3,2%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o avanço foi de 4%, ambos sem ajuste sazonal.

Desempenho dos setores e impacto no índice

O setor agropecuário puxou a queda, com recuo de 4,2% em seu índice específico. A indústria reportou redução de 0,5% no IBC-Br, enquanto os serviços permaneceram estáveis no mês. Ao desconsiderar o desempenho da agropecuária, o índice geral mostrou queda de 0,3%.

Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostraram que apenas o setor de serviços cresceu em maio, com alta de 0,1%, mas abaixo do projetado. A produção industrial recuou 0,5%, e o comércio varejista caiu 0,2% na mesma comparação mensal.

Influência da política monetária e perspectivas da economia

gabriel galípolo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante sessão na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado – 22/4/2025 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Na reunião de junho, o Banco Central aumentou a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 15% ao ano, e avisou que pretende manter esse nível por um “bom tempo”.

Segundo especialistas, os juros altos devem frear a economia, apesar do mercado de trabalho ainda estar aquecido. Mesmo assim, o Ministério da Fazenda elevou a previsão de crescimento do PIB em 2025 para 2,5%, prevendo uma desaceleração mais forte só em 2026.

Essa projeção, porém, ainda não considera o impacto da nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros, que pode subir de 10% para 50% em agosto, como anunciou o presidente norte-americano, Donald Trump.

Já o boletim Focus, do Banco Central, prevê crescimento de 2,23% para 2025 e 1,89% para 2026. O IBC-Br, que serve como uma prévia do PIB, é calculado com base em dados da agropecuária, indústria, serviços e impostos.

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1 comentário
  1. Carlos Góes
    Carlos Góes

    Nenhuma surpresa ! De onde nada se espera , de lá ,nada virá . Essa quadrilha nos poderes trata dela e dos seus comparsas e estão se lixando para o povo! Estão esquartejando o brasileiro, mas a OESTE deles ,temos os heróis como vocês e os trilhos da liberdade , onde navegam as locomotivas digitais ! Sigam firmes ! BRASILLLLL

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