O economista Alexandre Bertoncello criticou o possível fim da escala 6×1 durante o Jornal da Oeste, Primeira Edição. Ele usou um exemplo relacionado à deputada Erika Hilton (Psol-SP) para ilustrar os efeitos da medida na economia.
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“O maquiador que trabalha para você [Erika] vai trabalhar um dia a menos ou vai ter que cobrar mais caro para ganhar a mesma coisa”, afirmou o economista. “Ou ele vai receber menos no fim do mês. Com salário menor, o consumo cai e a economia não funciona.”
O exemplo em relação à psolista não se deu por acaso. Erika é a autora da proposta que visa a proibição de seis dias de trabalho por semana.
Nesta quarta-feira, 22, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição do Fim da Escala 6×1. Com o avanço da proposta, o próximo passo é a instalação da comissão especial na Casa pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).
Estudo aponta impacto do fim da escala no PIB
Levantamento do Banco Inter projeta queda de cerca de 0,82% no Produto Interno Bruto (PIB) no médio prazo com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.
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O impacto ocorreria depois do ajuste completo da economia ao novo modelo de trabalho.
Os efeitos tendem a ser mais intensos em segmentos com maior dependência de mão de obra. A construção civil lideraria as perdas, com recuo de 2,14%, seguida pela indústria de transformação, com queda de 1,87%.
Entre os setores analisados, apenas o mercado imobiliário apresentaria ganho estimado de 0,9%.
A análise aponta aumento de custos e queda de produção em áreas como vigilância, fabricação de calçados e autopeças.
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Empresas podem reagir com redução de pessoal ou de serviços para preservar margens, o que pode afetar investimentos e crescimento.
O estudo mostra que um aumento de produtividade de 0,47% poderia neutralizar a queda do PIB.
Economistas, porém, apontam dificuldades estruturais para esse avanço, como baixa produtividade e rigidez no mercado de trabalho.
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