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Economia

Autoridades monetárias são unânimes sobre taxas de juros mais altas e por mais tempo

Bancos centrais aumentaram as taxas de juros em tentativa de conter a inflação crescente | Fonte: Divulgação/Fórum Econômico Mundial
Bancos centrais aumentaram as taxas de juros em tentativa de conter a inflação crescente | Fonte: Divulgação

Economistas de destaque e banqueiros centrais aparentam estar em concordância sobre taxas de juros permanecerem mais altas por mais tempo.

Bancos centrais ao redor do mundo aumentaram as taxas de juros de forma agressiva nos últimos 18 meses, em tentativa de conter a inflação crescente.

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Existem graus variados de sucesso até hoje, mas é de concordância geral que o cenário econômico atual obscurece as perspectivas dos mercados globais.

O Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, antes de pausar ciclo de aumento em setembro, elevara sua faixa alvo de 0,25% a 0,5% em março de 2022 para 5,25% a 5,5% em julho de 2023.

O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, disse nas reuniões do FMI-Banco Mundial na última semana que as taxas provavelmente permanecerão altas por mais tempo.

Este cenário trará complicações aos investimento de empresas e bancos centrais em todo o mundo, especialmente diante das tensões geopolíticas em curso.

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Nas reuniões do FMI em Marrakech, Marrocos, o CEO de Bancos e Mercados Globais do HSBC, Greg Guyett, também comentou sobre perspectiva dos juros.

“Veremos taxas mais altas por mais tempo, e vimos o índice de inflação nos EUA recentemente, o que foi decepcionante para quem esperava que as taxas caíssem”, disse Guyett.

O CEO acrescentou que as preocupações com os custos de empréstimos persistentemente mais altos resultam em um “ambiente de negócios muito calmo”.

Ambientes assim acabam por deixar emissões de capital mais fracas e IPOs com dificuldades para encontrar compradores.

“Direi que o diálogo estratégico tem se intensificado bastante porque as empresas estão em busca de crescimento e veem sinergias como uma forma de alcançá-lo”, disse Guyett. “Mas acredito que levará um tempo antes que as pessoas comecem a agir devido aos custos de financiamento.”

Taxas de juros na zona do euro

A inflação na zona do euro caiu para 4,3% em setembro, nível mais baixo desde outubro de 2021 | Fonte: Divulgação
A inflação na zona do euro caiu para 4,3% em setembro, nível mais baixo desde outubro de 2021 | Fonte: Divulgação/União Europeia

O Banco Central Europeu emitiu no mês passado o décimo aumento consecutivo da taxa de juros, chegando ao depósito recorde de 4%.

A decisão aconteceu apesar dos sinais de enfraquecimento da economia da zona do euro.

O banco, contudo, sinalizou que novos aumentos podem estar fora de questão no momento.

Governadores de bancos centrais e membros do Conselho de Governo do BCE disseram que, embora um aumento das taxas em novembro possa ser improvável, a porta deve permanecer aberta para juros mais altos no futuro, devido às pressões inflacionárias persistentes e ao potencial de novos choques.

O governador do Banco Nacional da Croácia, Boris Vujčić, disse que a ideia de taxas altas por mais tempo não é nova, porém, que mercados nos Estados Unidos e na Europa têm demorado para se ajustar a ela.

“Não podemos esperar que as taxas caiam antes de estarmos firmemente convencidos de que a taxa de inflação está a caminho de nossa meta de médio prazo, o que não acontecerá muito em breve”, disse Vujčić.

A inflação na zona do euro caiu para 4,3% em setembro, seu nível mais baixo desde outubro de 2021.

Vujčić disse que a queda continuará à medida que efeitos de base, aperto da política monetária e uma economia estagnada continuam.

Já governador do Banco da Reserva da África do Sul, Lesetja Kganyago, disse que o trabalho ainda não está concluído.

O banco central elevou sua taxa de juros principal de recompra de 3,5% em novembro de 2021 para 8,25% em maio de 2023.

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