A editora gaúcha Minha Biblioteca Católica anunciou a ampliação de suas operações para os Estados Unidos. A decisão ocorre em um contexto de crescimento católico entre jovens norte-americanos.
Dados recentes mostram que, pela primeira vez na história moderna do país, católicos da chamada Geração Z superam numericamente os protestantes. Segundo a edição de 2023 do Estudo Eleitoral Cooperativo (CES), 21% dos adultos desse grupo se identificam como católicos, ante 19% que se declaram protestantes.
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O levantamento destaca que “pela primeira vez na história moderna dos EUA, uma linha geracional foi cruzada, algo que poucos demógrafos esperavam ver”. O estudo ressalta ainda que “em nenhuma geração anterior a identificação católica havia superado a filiação protestante”.
O resultado é tratado como “um detalhe notável em uma era marcada pelo declínio religioso geral”. Levantamento divulgado em dezembro de 2021 mostra que 63% dos adultos se identificam como cristãos, contra 78% em 2007. O porcentual de pessoas sem filiação religiosa subiu de 16% para 29% no mesmo período.

Mercado editorial religioso e católico avança nos EUA
Apesar disso, dados do mercado editorial mostram crescimento consistente do segmento de livros religiosos nos EUA. Estimativas do site WordsRated mostram que a receita com vendas de livros religiosos ultrapassou US$ 700 milhões em 2021, um crescimento de 5,7% em relação a 2020.
Ainda segundo o levantamento, as vendas de livros religiosos cresceram mais de 22% nos últimos dez anos. O formato impresso concentra 76% das vendas, com destaque para edições em capa dura, responsáveis por 61% da receita, o equivalente a mais de US$ 435 milhões. Os formatos digitais representam 12% das vendas.
Análise publicada pela Publishers Weekly, uma das principais revistas técnicas do mercado editorial dos EUA, descreve o setor como uma indústria bilionária marcada por mudanças recentes, como o fechamento de milhares de livrarias religiosas e maior presença em plataformas digitais.
Além das mudanças estruturais, a revista identifica alterações no conteúdo das publicações. Segundo a análise, o mercado editorial religioso tem ampliado sua atuação para além de temas estritamente teológicos e incorporado assuntos como política, espiritualidade, bem-estar e mudanças climáticas.
Leia também: “O mercado editorial descobre a direita”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 286 da Revista Oeste





































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