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Economia

Eletrobras avança em processo de privatização

Conselho de administração da empresa aprovou acordo com sindicato de bancos para estruturar a operação

Eletrobras - furnas
Eletrobras: ideia é incorporar Furnas à empresa | Foto: Divulgação/Eletrobras

A Eletrobras anunciou nesta sexta-feira, 19, que seu conselho de administração aprovou a contratação de sindicato de bancos para estruturar a oferta de ações — follow on — do processo de privatização da companhia.

Em comunicado, a Eletrobras informou que os coordenadores líderes do processo de follow on serão Bank of America, BTG Pactual, Goldman Sachs, Itaú BBA e XP Investimentos. Segundo a empresa, os responsáveis pela emissão dos ativos serão Bradesco, Caixa Econômica Federal, Citi, Credit Suisse, JP Morgan, Morgan Stanley e Safra.

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A oferta de ações que diluirá a participação da União na companhia ocorrerá até maio do próximo ano, mais tarde do que o previsto.

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Privatização cada vez mais próxima

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, já havia dado sinais acerca da intenção de realizar a oferta de ações que levará à privatização da Eletrobras. A venda da estatal já foi aprovada pelo Congresso. “O BNDES está trabalhando para que, no começo do ano que vem, a gente traga essa operação ao mercado”, afirmou em evento promovido pela empresa de investimentos Empiricus.

Em outubro, o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos aprovou a modelagem da desestatização da Eletrobras. Pelo projeto, a União reduzirá suas cotas e poderá deter o máximo de 45% de participação na empresa.

A proposta também cria mecanismos para que a estatal passe a atuar como uma corporação sem um controlador. Para isso, nenhum acionista poderá exercer o direito de voto que exceda 10% das cotas da companhia.

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Queda nos lucros

Conforme noticiou Oeste, o lucro líquido da Eletrobras caiu 65% no terceiro trimestre deste ano, chegando a R$ 965 bilhões, diante do ganho de R$ 2,8 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. No entanto, a receita líquida da empresa aumentou 50%, partindo de R$ 6,6 bilhões para R$ 9,9 bilhões. De julho a setembro, o lucro da companhia antes de juros, impostos, depreciação e amortização totalizou R$ 5,6 bilhões — uma alta de 186,15%

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