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Economia

EUA X Irã: nova tensão eleva preço do petróleo e impacta mercados globais

Presidente Donald Trump afirmou que Teerã deve agir rapidamente 'ou não sobrará nada deles' e elevou apreensão de investidores

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento nesta quarta-feira, na Casa Branca | Foto: Reprodução/X
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento na Casa Branca | Foto: Reprodução/X

Novas tensões entre Estados Unidos (EUA) e Irã provocaram forte aumento nos preços do petróleo nesta segunda-feira, 18, em meio a impasses nas negociações para encerrar o conflito entre os dois países.

O presidente Donald Trump afirmou em rede social, depois de conversar com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o Irã deveria agir rapidamente “ou não sobrará nada deles”. A fala elevou a apreensão dos investidores.

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Principal referência internacional do setor, o Brent subiu 1,9% e atingiu US$ 111,31 por barril, valor equivalente a aproximadamente R$ 563,76. O WTI, que serve de parâmetro para as negociações nos Estados Unidos, registrou avanço de 2,3%, alcançando US$ 107,83 por barril. As cifras ficam em torno de R$ 546,13.

Pela manhã, às 7h17, os contratos futuros continuaram em alta, com o Brent a US$ 110,25 e o WTI a US$ 102,29.

Conflito EUA X Irã e o fornecimento global

Estreito de Ormuz, no Oriente Médio: tensão entre EUA e Irã permanece | Foto: Reprodução/X
Estreito de Ormuz, no Oriente Médio: tensão entre EUA e Irã permanece | Foto: Reprodução/X

A valorização do petróleo ocorre em cenário de preocupação quanto ao fornecimento global de energia. Isso porque o Estreito de Ormuz segue em grande parte fechado, e os portos iranianos permanecem sob bloqueio marítimo dos EUA desde o mês passado. O ambiente se agravou depois de um ataque de drone a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos durante o fim de semana.

“Os riscos de uma nova escalada estão aumentando”, escreveram Warren Patterson e Ewa Manthey, estrategistas do ING. Eles ressaltaram que a falta de avanços práticos na guerra depois do encontro entre Trump e Xi Jinping em Pequim também influencia a reação do mercado.

Leia mais: “A polarização chega às gôndolas”, reportagem de Rachel Díaz e Artur Piva publicada na Edição 322 da Revista Oeste

Apesar de autoridades da Casa Branca declararem que tanto Trump quanto Xi concordam com a necessidade de reabrir o Estreito de Ormuz, ainda não ficou definido de que forma a China pretende exercer influência econômica sobre o Irã.

Impactos nos mercados e indicadores econômicos

Símbolo de porcentagem vermelho em frente a pilha de moedas representando juros e inflação
Símbolo de porcentagem vermelho em frente a pilha de moedas | Foto: Canva Pro/Divulgação

A disparada dos preços da energia pressionou índices inflacionários e resultou em quedas nas bolsas mundiais. Na Ásia, o Nikkei 225 de Tóquio caiu 0,9%, chegando a 60.843,09 pontos, enquanto o Hang Seng de Hong Kong recuou 1,6%, para 25.543,32 pontos. O índice Composto, de Xangai, teve baixa de 0,1%, com impacto negativo também de dados fracos do varejo chinês em abril. Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,4%.

Já nos Estados Unidos, os contratos futuros recuaram mais de 0,6% depois de o S&P 500 fechar em queda de 1,2%, o Dow Jones registrar baixa de 1,1% e o Nasdaq cair 1,5% na sexta-feira. O rendimento dos títulos do Tesouro de dez anos dos EUA subiu para 4,63%, acima do nível de quase 4% observado antes do início do conflito.

Leia também: “As mudanças climáticas e a educação”, artigo de Antonio Cabrera publicado na Edição 322 da Revista Oeste

No Japão, o rendimento dos títulos públicos de dez anos saltou para 2,8%, maior nível desde o final dos anos 1990, favorecido por expectativas de inflação e pela elevação gradual dos juros pelo Banco do Japão. No câmbio, o dólar avançou para 159,02 ienes, e o euro teve leve alta, cotado a US$ 1,1626.

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