Governo prevê investimento trilionário no Brasil

Segundo o Ministério da Economia, o valor contratado vai chegar a R$ 1,3 trilhão
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Segundo o Ministério da Economia, cerca de R$ 80 bilhões devem ser aplicados já em 2022
Segundo o Ministério da Economia, cerca de R$ 80 bilhões devem ser aplicados já em 2022 | Foto: Edu Andrade/Ascom/ME

Até o fim do governo do presidente Jair Bolsonaro, o governo federal terá contratado pouco mais de R$ 1 trilhão de investimentos privados no âmbito do Programa de Parceria de Investimentos (PPI).

Segundo o Ministério da Economia, cerca de R$ 80 bilhões devem ser aplicados já em 2022, o que representa aproximadamente 1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

“Foram tomadas medidas importantes no âmbito microeconômico, como os novos marcos legais do saneamento, do gás, da cabotagem, das ferrovias, cambial, das startups e do ambiente de negócios”, disse a Oeste Adolfo Sachsida, uma semana antes de assumir o Ministério de Minas e Energia. “Essas medidas fortaleceram a segurança jurídica no Brasil.”

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O número eleva o otimismo do Ministério da Economia para o crescimento do PIB deste ano, estimado em 1,5%, acima da mediana do mercado, de 0,7%.

Até 2024, o aporte da iniciativa privada deve chegar a R$ 360 bilhões, pelos cálculos do governo. Os investimentos previstos estão acima do observado recentemente — em 2021, por exemplo, os desembolsos no PPI ficaram em R$ 40 bilhões.

“Estamos trabalhando com uma concepção muito parecida com o que aconteceu no governo Ronald Reagan, nos Estados Unidos”, observou Sachsida. “É a economia pelo lado da oferta. Quando aumenta a oferta agregada, aumenta o crescimento econômico de longo prazo.”

Investimento por setores

Cinco setores concentram quase a totalidade doa investimentos no PPI: óleo e gás (50%), transporte (33%), energia elétrica (7%), projetos de Estados e municípios (5,5%) e comunicação (3%).

No setor de óleo e gás, o investimento está destinado quase totalmente aos contratos da exploração de campos sob regime de partilha ou de concessão.

Nos transportes, 53% do aporte está programado para o modal rodoviário; 33% para o ferroviário, 7% para o aquaviário e 7% para o aeroportuário.

Os investimentos em energia são voltados principalmente para distribuição (58%), seguido da área de geração (30%) e de transmissão (12%).

Nos investimentos em Estados e municípios, 80% dos recursos privados destinam-se a projetos integrados de distribuição de água e tratamento de esgoto e mais 12% a projetos de esgotamento sanitário.

Os demais investimentos estão distribuídos em projetos de iluminação pública, resíduos sólidos, presídios, atenção à saúde, creches e unidades socioeducativas.

“Mudamos a regra de concessões”, disse Sachsida. “Hoje, parte expressiva delas olha quem oferece o maior investimento privado e não quem promete a maior outorga para o governo.”

A entrevista completa de Adolfo Sachsida foi publicada na edição 112 da Revista Oeste

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