Greve no BC atrasa divulgação de indicadores

Existe grande preocupação com a manutenção dos serviços do Pix
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Fachada da sede do BC em Brasília | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Fachada da sede do BC em Brasília | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O Banco Central (BC) comunicou um novo adiamento na publicação habitual de seus estudos e análises, por causa da greve dos servidores, iniciada na sexta-feira 1º de abril. A paralisação, por tempo indeterminado, foi decretada numa assembleia virtual da categoria na segunda-feira, 28. Segundo o BC, o Boletim Focus, que condensa as expectativas do mercado em relação aos principais indicadores da economia (inflação, PIB, juros e câmbio), não será divulgado nesta segunda-feira, 4, como de costume.

Além dele, sofrerão atraso nesta próxima semana as publicações Indicadores Selecionados  (Indeco), com o movimento de câmbio no Brasil e as operações cambiais do BC; e o Índice de Commodities (IC-Br). O Relatório de Poupança, que é publicado mensalmente, no quarto dia útil do mês, também será afetado. São dados que alimentam o trabalho de economistas e especialistas na orientação para empresas e investidores.

“Oportunamente, informaremos as datas de suas respectivas publicações. O aviso sobre as novas datas será dado com pelo menos 24 horas de antecedência”, informou o BC, num comunicado à imprensa.

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As estatísticas de setor externo, crédito e fiscais relativas a fevereiro, que deveriam sair na semana passada, também estão atrasadas, por causa da chamada operação tartaruga, paralisações diárias de quatro horas que os servidores iniciaram em 17 de março. Completando o quadro, a divulgação semanal do fluxo cambial também não ocorreu na semana passada.

O BC cuida do Pix

Na sexta-feira, 1º de abril, dirigentes dos sindicatos dos servidores reuniram-se com representantes do BC para discutir a manutenção do Pix, o sistema instantâneo de pagamentos e transferências. Ele é administrado e controlado pelo BC, e já se tornou o principal instrumento utilizado pela população para essas operações.

As reivindicações dos grevistas incluem reajuste salarial de 26% e reestruturação das carreiras de analista e técnico. O Sindicato dos Servidores do Banco Central (Sinal) espera a adesão de 60% a 70% do quadro de pessoal do órgão, que é de 3,5 mil servidores.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, reuniu-se na terça-feira, 29, com sindicalistas, mas não houve entendimento. No mesmo dia, o banco divulgou uma nota, garantindo ter planos de contingência “para manter o funcionamento dos sistemas críticos” e reconhecendo “o direito dos servidores de promover manifestações organizadas”. Além disso, disse confiar “na histórica dedicação, qualidade e responsabilidade dos servidores e em seu compromisso com a instituição e com a sociedade.”

 

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4 comentários Ver comentários

  1. Todas as categorias tem uma data base de reajuste anual.!
    O funcionários do BC não tem essa Data onde é feito reajuste anual..!??
    Se alguém sober ou se não existe, gostaria de saber…!??

    1. Servidor público federal não tem data base de reajuste salarial, por isso sempre é essa confusão pra servidor receber reajuste, independente do partido que está no governo. O último reajuste salarial foi concedido em 2016 em três parcelas, pagas em jan/2017, jan/2018 e jan/2019.

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