Guedes nega ‘guerra’ com o Congresso: ‘Formamos um time’

'Antes, o governo não tinha realmente uma base de sustentação entre os congressistas. Agora formamos um time com o mesmo objetivo', disse o ministro da Economia
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Paulo Guedes, ao lado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco: ministro negou 'guerra' com os parlamentares
Paulo Guedes, ao lado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco: ministro negou 'guerra' com os parlamentares | Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira, 2, que não existe uma “guerra” entre a equipe econômica do governo e o Congresso Nacional. Ele negou que tenha entrado em conflito com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em razão das negociações em torno da aprovação do Orçamento.

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“Não há guerra. Na verdade, pela primeira vez, governo e sua base no Congresso estão elaborando o Orçamento em conjunto. Antes, o governo não tinha realmente uma base de sustentação entre os congressistas. Agora formamos um time com o mesmo objetivo, mas um time que está jogando junto pela primeira vez”, disse Guedes em entrevista ao UOL. “Estamos ainda nos acostumando ao esquema tático. Todos os jogadores ainda estão errando aqui e ali. Só isso.”

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Indagado sobre uma suposta insatisfação do presidente Jair Bolsonaro com a política econômica, o ministro desconversou. “É claro que ele não está satisfeito, nem eu. Mas o presidente sabe que a situação seria pior se eu não estivesse aqui. Nós nos entendemos”, disse Guedes. “Eu foco a questão fiscal, técnica, e ele, a questão política. Na cúpula do governo, todos sabemos que sempre haverá visões diferentes, mas que um lado precisa comportar o outro. A turma mais abaixo pensa que isso significa guerra.”

Guedes voltou a criticar as alterações feitas no Congresso na peça orçamentária encaminhada pelo governo. “Já é ponto pacífico que precisaremos encontrar uma solução para cobrir esses R$ 5 bilhões. O problema é que teremos de acertar as fontes para corrigir a estimativa incorreta das receitas discricionárias. Os acordos terão que caber no Orçamento. Isso, provavelmente, será feito através de um projeto de lei”, afirmou.

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