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Economia

Holding dona da Gol monta equipe jurídica para fusão com a Azul

A Abra contratou três escritórios para assessorar processo de integração e as negociações com reguladores

Aeroporto de Congonhas movimentado. com o Embraer ERJ 195 da Azul Airlines e o Boeing 737 da Gol Airlines, em São Paulo, Brasil (21/9/2019) | Foto: Shutterstock
Se a fusão se concretizar, a nova empresa concentrará 60% do mercado aéreo no país | Foto: Shutterstock

A Abra, holding que controla a Gol, montou um time jurídico para conduzir o processo de fusão com a Azul e assumir as tratativas com órgãos reguladores, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. A transação está atualmente na fase de “due diligence”, quando as empresas analisam os detalhes operacionais e financeiros uma da outra.

Leia mais: “Azul e Gol: uma fusão que pode mudar o paradigma da aviação nacional”

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Segundo o jornal, entre os escritórios contratados está o Wachtell, Lipton, Rosen & Katz, de Nova York, que já assessorou credores da Latam Airlines. Há também os brasileiros Pinheiro Guimarães e o Caminati Bueno Advogados. Este último atua como principal consultor antitruste da fusão, que depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Além da Gol, a Abra controla a colombiana Avianca e a espanhola Wamos Air, especializada em arrendamento de aeronaves. O memorando de entendimento entre Azul e Gol prevê que o grupo detenha mais de 10% das ações da nova companhia, resultante da fusão entre as duas empresas brasileiras.

A fusão entre a Gol e a Azul

A companhia aérea Azul e a Abra, dona da Gol, assinaram, no dia 15 de janeiro, um memorando de entendimento para iniciar as negociações para uma fusão. Caso a união se concretize, a nova empresa concentrará 60% do mercado aéreo no país.

A Azul avança em sua reestruturação financeira, que ainda precisa da aprovação dos acionistas em assembleia marcada para o dia 25. Já a Gol deve encerrar somente em maio seu processo de proteção contra credores nos Estados Unidos.

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As marcas Gol e Azul continuarão a existir de forma independente. Contudo, as duas aéreas poderão compartilhar aeronaves, com uma companhia fazendo voos da outra, de modo a aumentar a ligação entre grandes cidades e destinos regionais.

Caso seja autorizada, a expectativa é que a integração entre as companhias ocorra em 2026.

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1 comentário
  1. Christian
    Christian

    Se o CADE não demonstrar por que efetivamente EXISTE, será a falência desta instituição.
    QUASE 85% DO MERCADO DA AVIAÇÃO BRASILEIRA, NÃO FAZ SENTIDO ALGUM.

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