publicidade
Economia

IFI: metas fiscais de 2026 podem depender de receitas extras de arrecadação

Para a Instituição Fiscal Independente, PLOA deste ano traz cálculos que podem comprometer segurança do alcance do resultado primário

Instituição Fiscal Independente (IFI) - economista Felipe Salto - dívida pública - PIB
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) traz R$ 60,7 bilhões em receitas consideradas 'incertas' | Foto: Divulgação/Freepik

O cumprimento da meta fiscal para 2026 pode depender de fontes extras de arrecadação, segundo avaliação divulgada pela Instituição Fiscal Independente (IFI) nesta quinta-feira, 18. Para a entidade, vinculada ao Senado, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) traz R$ 60,7 bilhões em receitas consideradas incertas, o que compromete a segurança no alcance do resultado primário.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Receba nossas atualizações

No documento, a IFI destaca que o PLOA estipula superávit primário de 0,25% do PIB, o que representa R$ 34,3 bilhões, para o próximo ano. O órgão chama a atenção para as incertezas em torno de parte dessa previsão, já que R$ 40,7 bilhões dependem de aprovação legislativa, como mudanças na tributação e revisão de benefícios fiscais, além de outros R$ 20 bilhões provenientes de transações tributárias.

Receitas incertas e cenário macroeconômico otimista

A IFI observa que essas receitas dependem do formato final das propostas, que podem ser alteradas no Congresso. Além disso, lembra que receitas como transações tributárias e alienação de direitos sobre o excedente de petróleo não têm garantia de se concretizar nos valores estimados. O relatório também mostra que o governo projeta cenário macroeconômico mais otimista do que o esperado pela IFI.

Para atingir o centro da meta orçamentária, o órgão do Senado estima esforço fiscal extra de R$ 79,3 bilhões, equivalente a 0,55% do PIB. A IFI não considera nos cálculos a previsão de receita de R$ 31 bilhões com a venda de excedentes de petróleo da União. As divergências entre projeções de PIB e inflação elevam as dúvidas quanto à viabilidade do objetivo fiscal.

Leia também: “O impacto do IOF chegou à previdência privada”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 287 da Revista Oeste

Segundo a IFI, o crescimento do PIB em 2026 deve ser de 1,7%, abaixo dos 2,4% previstos pelo governo, e a inflação pode chegar a 4,3%, superior aos 3,6% estimados pelo Executivo. “Apenas estas duas divergências já são bastante relevantes para alimentar as incertezas sobre a factibilidade de o governo atingir a meta fiscal de um superávit primário de 0,25% do PIB”, avaliou a instituição no relatório.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.