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Economia

Petrobras aumenta preço do gás canalizado e pressiona custo para consumidores

Reajuste trimestral de 19,2% atinge residências, comércio e GNV; setor projeta nova alta em agosto e cobra medidas do governo

Usuários de gás natural veicular (GNV) estão entre os consumidores afetados pela alta de preços da Petrobras | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Usuários de gás natural veicular (GNV) estão entre os consumidores afetados pela alta de preços da Petrobras | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Petrobras anunciou reajuste de 19,2% no preço do gás canalizado vendido às distribuidoras, válido a partir desta sexta-feira, 1º. O aumento impacta o fornecimento para residências, comércio e o gás natural veicular (GNV), comercializado em postos de combustíveis.

Segundo a estatal, a correção reflete a variação de indicadores no período entre fevereiro e abril, incluindo a alta do petróleo tipo Brent, que subiu cerca de 24,3%, além de ajustes no câmbio. No mesmo intervalo, o índice Henry Hub, referência internacional para o gás natural, registrou queda de aproximadamente 14,1%.

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Petrobras eleva em 18% custo do querosene de aviação

O reajuste não inclui o gás liquefeito de petróleo (GLP), o chamado gás de botijão, que segue regras distintas de precificação. Além do gás, a Petrobras também informou aumento de 18% no preço do querosene de aviação (QAV) para maio, ampliando a pressão sobre custos em diferentes setores da economia.

O preço do gás canalizado é atualizado trimestralmente conforme contratos entre a Petrobras e as distribuidoras. O valor pago pelo consumidor final não depende apenas da estatal. Entram na composição tarifas de transporte, margens de distribuição e revenda, além de tributos federais e estaduais.

Leia também: “Naufrágio em dose dupla”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 320 da Revista Oeste

Fontes do mercado, segundo o jornal O Globo, apontam que as negociações entre Petrobras e distribuidoras se estenderam até a véspera do anúncio, em um cenário considerado incomum pela proximidade com a data de vigência. 

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) afirmou que já estimava um aumento próximo de 20% e alertou para um possível novo reajuste em agosto, que poderia elevar os preços da molécula de gás em até 35%.

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