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Economia

Petrobras não vai 'segurar preços', diz Silva e Luna

As declarações foram dadas durante participação em um seminário on-line promovido pelo Credit Suisse

General Joaquim Silva e Luna | Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, reiterou nesta quinta-feira, 3, que a companhia não pode e não irá segurar o preço dos combustíveis de forma artificial.

As declarações foram dadas durante participação em um seminário on-line promovido pelo Credit Suisse.

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“A gente tem visto que isso tem sido entendido, que não seja a Petrobras a segurar preços. Trabalhamos em cima da legalidade, temos de praticar preços de mercado”, afirmou o presidente da estatal.

“Sabemos do prejuízo que é tentar segurar preços de forma artificial. Primeiro, vamos perder muitos investimentos, dificultar importação”, completou Silva e Luna.

De acordo com o comandante da Petrobras, ao segurar preços artificialmente, a empresa dificultaria a importação de combustíveis, o que poderia causar desabastecimento no mercado interno. “A Petrobras não pode fazer políticas públicas”, afirmou o general.

Em outubro do ano passado, em artigo publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Silva e Luna já havia deixado claro que não há possibilidade de nenhuma interferência na política de preços da companhia. Na ocasião, ele citou os desarranjos na economia durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“Considerando a participação de 37%, direta e indireta, da União Federal (incluindo o BNDES), faz sentido a frase que diz que ‘a Petrobras é um patrimônio de todos os brasileiros’. E porque todo brasileiro é dono da Petrobras, nenhum de nós gostaria de voltar a ver a empresa em apuros financeiros, como ocorreu em 2015”, escreveu o presidente da estatal no artigo.

“O cumprimento das leis e regras vigentes assegura o retorno adequado de seus bons investimentos e a saúde necessária para continuar investindo. Qualquer caminho diverso do legalmente previsto é uma ameaça ao futuro da empresa”, alertou o general. “Em pouco tempo não haveria nem preços mais baixos, tampouco a riqueza e os empregos que a Petrobras gera hoje para a sociedade. A prática de preços alinhados a mercados competitivos é, portanto, mais que uma questão de escolha, é uma obrigação legal e uma questão de sobrevivência.”

PEC dos Combustíveis e política de preços da Petrobras

Na quarta-feira 2, em entrevista à Jovem Pan, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos, afirmou que a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Combustíveis deve passar, necessariamente, pelo debate sobre a política de preços da Petrobras.

“É preciso aguardar uma proposta do governo. Não foi apresentado nada até agora”, disse Ramos. “O que vai resolver o problema dos combustíveis não é simplesmente a questão dos tributos que incidem sobre ele. Também precisamos discutir a política de preços da Petrobras ou algum mecanismo de compensação para o equilíbrio do preço”, completou.

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4 comentários
  1. Audie Diogo do Amaral
    Audie Diogo do Amaral

    Demorou para haver um imposto sobre a exportação de Petróleo!

  2. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Enquanto isso, a fala do ladrão da Petrobrás, derrubou as ações da empresa. Esquece o energúmeno, que exuste FGTS de trabalhadores, não somente de particulares e governo.

  3. FABIO GIOCONDO
    FABIO GIOCONDO

    Por escolha dos brasileiros, temos um governo que não toma atitudes pontuais e que atendem aos lobbies mais fortes como no passado.
    Equilíbrio e rumo firme é marca dessa gestão.

  4. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    O general Luna esta demonstrando enorme capacidade de gestão empresarial e acerta quando defende investidores privados e a União seu principal investidor que só em 2021 levou mais de R$30 bi de dividendos fora os tributos que a Petrobras recolheu. Como acionista há mais de 30 anos, nunca vimos a Petrobras reconhecer nos investidores privados a sustentação de suas CAPITALIZAÇÕES, como ocorreu em 2010 com aquela famigerada Cessão Onerosa que para não perdermos participação com a UNIÃO que “cedeu” ou aportou 5 bilhões de barris do pré-sal a US$8,51 o barril e nós tivemos que pagar R$26,30 por ação PN para manter participação. Passaram-se 11 anos para os acionistas privados começarem a receber o retorno desse investimento graças às novas gestões da empresa desde o governo Temer. E agora, Lula e Ciro querem a empresa novamente para seus companheiros. Dá para investir em estatais com a volta desses corruptos demagogos que dizem que a Petrobras é do povo brasileiro? Povo brasileiro ou do PT e penduricalhos?

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