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Economia

Real lidera com folga ranking de desvalorização de moedas em 2024

Entre as 20 moedas mais comercializadas do mundo, a brasileira teve maior perda de valor perante o dólar

O BC também toma em conta as condições financeiras das famílias brasileiras | Foto: Reprodução/Flickr
Real sofreu desvalorização de ao menos 21% neste ano | Foto: Reprodução/Flickr

O real, em 2024, lidera o ranking das moedas que mais sofreram desvalorização perante o dólar. Até agora, a moeda brasileira perdeu 21% do seu valor ante o dólar e está no topo de uma lista de 20 moedas. Em 1º de janeiro deste ano, um dólar valia R$ 4,85. Ontem, a moeda norte-americana abriu a R$ 6,12 e chegou a ser cotada a R$ 6,27 ao longo do dia.

A segunda maior desvalorização foi de 16%, do peso mexicano e da lira turca. Em seguida, aparecem o rublo russo (15%) e o won sul-coreano (10%). A desvalorização das demais moedas da lista ficou abaixo de 10%.

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gráfico da desvalorização do real
Foto: Reprodução/BBC

Entre as 20 moedas mais negociadas no mundo, apenas três delas não se desvalorizaram diante da moeda norte-americana: o dólar de Hong Kong (que se valorizou 0,6%), o rand sul-africano (que se valorizou 1%) e a libra esterlina britânica (que chega nas últimas semanas do ano com cotação praticamente igual). Os dados são da última quarta-feira, 18. 

Inflação alta contribui para desvalorização do real

Entre os motivos para a desvalorização, está a alta da inflação no Brasil, que deve fechar o ano acima do teto da meta de 4,5%. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial da inflação, a alta de preços acumulada em 12 meses até novembro atingiu 4,87%.

Diversos fatores contribuem para essa situação, incluindo o aquecimento da economia, o baixo índice de desemprego e incertezas sobre a trajetória da dívida pública e sobre a eficácia do pacote fiscal recentemente anunciado pelo governo. Há uma desconfiança dos investidores sobre os rumos da economia no Brasil.

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Essa pressão inflacionária tem resultado em aumentos na taxa de juros no Brasil, em contraste com os Estados Unidos, onde os juros estão sendo reduzidos. Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica Selic de 11,25% para 12,25% ao ano.

O comunicado do Copom destacou a preocupação com o aumento da inflação: “A inflação cheia e as medidas subjacentes têm se situado acima da meta e apresentaram elevação nas divulgações mais recentes”.

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No domingo 15, o presidente Lula defendeu seu pacote fiscal e afirmou que “ninguém neste país, no mercado, tem mais responsabilidade fiscal do que eu”, apesar de ter elevado gastos nos últimos dois anos e aumentado o rombo nas contas públicas. Além disso, ele e aliados da esquerda são contumazes críticos da taxa de juros, que tem sido elevada justamente para tentar conter a inflação. “A única coisa errada neste país é a taxa de juros estar acima de 12%”, disse Lula, no domingo.

No cenário internacional, observam-se a valorização do dólar e a desvalorização de outras moedas. A elevação dos juros nos Estados Unidos, como forma de controlar a inflação, tem atraído investidores para o mercado norte-americano, devido à promessa de bons retornos em títulos do governo dos EUA, considerados de baixo risco.

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2 comentários
  1. Liberta Brasil
    Liberta Brasil

    Em 2025 descobriremos como é o porão do fundo do poço.

  2. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    O Brasil na liderança de alguma coisa afinal de contas. Uma grande obra de Luladrão e sua trupe corrupta. Essa notícia com certeza não será postada pela grande (ops…mania de dizer. Já foram grande) mídia. É o amor q voltou com tanta força como “nunca antes na história desse país “, diria o Mr. 51.

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