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Economia

Rejeição do IOF deve elevar congelamento nas contas públicas, diz Galípolo

Discussão sobre o tema já vinha sendo levantada por integrantes do governo federal nos últimos dias

Gabriel Galípolo como futuro presidente do Banco Central (BC) | Foto: Diogo Zacarias/MF
Gabriel Galípolo, o presidente do Banco Central (BC) | Foto: Diogo Zacarias/MF

Nesta quinta-feira, 26, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou ser possível um aumento no congelamento de despesas públicas, caso não haja a implementação do decreto sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A discussão sobre o tema já vinha sendo levantada por integrantes do governo federal nos últimos dias.

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Na declaração, Galípolo mencionou que ministros como Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Fernando Haddad (PT-SP) já haviam alertado para a necessidade de bloquear ainda mais recursos do Orçamento se a medida referente ao IOF não avançar.

“Se a gente pegar o que o próprio governo vem dizendo através dos ministros, a ministra Gleisi falou isso, o ministro Haddad falou isso, na ausência da medida do IOF, o que foi dito é que teria que fazer um bloqueio, um contingenciamento ainda maior”, explicou o economista.

Galípolo fala sobre consequências fiscais

haddad e lula
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente da autoridade monetária explicou que, pelas normas do novo arcabouço fiscal, seria inevitável adotar um contingenciamento mais rigoroso sem o decreto do IOF. “Dentro da regra do arcabouço é isso que você deveria fazer”, afirmou Galípolo.

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Galípolo também pediu cautela e disse ser necessário aguardar o desfecho dessa situação para medir a influência sobre a inflação e as projeções econômicas. “A gente precisa esperar para ver qual vai ser o desdobramento final”, ponderou. “Para que a partir daí a gente veja como isso vai impactar a inflação corrente e as expectativas.”

O presidente do BC ressaltou que os principais efeitos desse cenário recaem sobre o curto prazo, com destaque para o Orçamento de 2025. “O sinal hoje é muito mais um sinal sobre qual é o resultado no curtíssimo prazo, para o ano fiscal de 2025”, finalizou Galípolo.

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